Pré-jogo: Santos e Peñarol

É final!

O Santos iniciará o jogo em um 4-3-1-2, da seguinte forma:





Princípios táticos:
- Zagueiros avançam ao ataque somente para cabecear.
- Laterais atacam alternadamente e retornam para marcar.
- A equipe atua com um volante fixo (Adriano) e com liberdade (Arouca e Danilo).
- Há um armador central (Elano), que na verdade atua mais pelas laterais do que pelo meio.
- Um ponta esquerda (Neymar), jogando com o lateral esquerdo, volantes, armador e atacante, alternando eventualmente de lado, e voltando para armar.
- Um atacante fixo pelo centro (Zé Eduardo), podendo cair tanto pela direita quanto pela esquerda, com características de velocidade e finalização.

O Santos tem como principais desfalques o zagueiro Edu Dracena, os laterais Jonathan e Léo, o meia armador Paulo Henrique Ganso, e os laterais Jonathan e Léo, além dos atacantes Maikon Leite e Diogo, se bem que esses últimos...

Afirmo uma coisa com segurança: neste jogo contra o Peñarol, os maiores desfalques serão certamente os laterais titulares.

Jonathan pela sua força física, grande capacidade de marcação e subida ao ataque, além de ser infinitamente superior tecnicamente a Pará.

Léo por sua velocidade, garra, experiência, e arrancadas ao ataque, tabelando com Neymar e cruzando na área.

Retrospecto na Libertadores

Na Libertadores 2011, o Santos, em 12 partidas, venceu 6, empatou 5 e perdeu somente uma, com 18 gols marcados e 12 sofridos, totalizando um saldo de seis positivos.

O Peñarol, ao contrário, nos 12 jogos diputados, contabiliza 6 vitórias, 1 empate e 5 derrotas, marcando 17 e sofrendo 14 gols, totalizando um saldo de três gols negativos, reforçando a tese de Muricy de que na Libertadores nem sempre o melhor time vence.

A campanha da equipe uruguaia tem uma outra particularidade: o time alcançou suas classificações nesta Libertadores como visitante. 

Nas oitavas, venceu o Internacional, por 2 a 1, no Beira-Rio, após empatar em Montevidéu, em 1 a 1. 

Nas quartas, venceu o Universidad Católica-CHI, por 2 a 0, em casa, perdendo a volta, em Santiago, por 2 a 1. 

Contra o Vélez, triunfo no Centenário, 1 a 0, e derrota em Buenos Aires por 2 a 1, garantindo a vaga na final pelo critério do gol marcado fora de casa.

Tanto Peixe quanto Penãrol terminaram em segundo lugar em suas chaves. 
O time brasileiro ficou atrás do Cerro Porteño-PAR no Grupo 5 (ambos terminaram com 11 pontos, mas os paraguaios tinham melhor saldo de gols - cinco a três). 
O Peñarol, no Grupo 8, chegou atrás da LDU-EQU, terminando em segundo com 9 pontos.
Peñarol

Para uma análise tática da equipe uruguaia, veja as seguintes postagens:



Comentários sobre os reservas

Acredito que Alex Sandro será o único capaz de dar conta do recado, com sua força física e forte capacidade de marcação.

Pará e Bruno Rodrigo, por outro lado, são inseguros e podem comprometer, o primeiro pela baixa qualidade técnica e por subir ao ataque deixando um corredor pelo lado direito da defesa santista, e o segundo por sua lentidão e falta de ritmo de jogo.

Para a reserva, foram relacionados: Aranha, Bruno Aguiar, Rodrigo Possebon, Charles, Felipe Anderson, Keirrison e Rychely (ou seja, se machucarem um dos laterais Bruno Aguiar teria de ser improvisado no setor).

O Jogo

Todos os 57 mil ingressos colocados a venda em Montevidéu foram esgotados: haverá casa cheia.

Mas futebol, felizmente, se ganha dentro de campo.

Pra cima deles Santos!