A queda dos heróis

















Nenhum herói nesta Libertadores sobreviverá.

Na fase de grupos, o herói foi o Fluminense, que, precisava vencer o Argentinos Juniors fora de casa por 2 gols de diferença e ainda torcer por um empate na outra partida da chave. E conseguiu. Com 43 minutos do segundo tempo, Fred marcou de pênalti e deu a vitória para o time carioca, enquanto no outro jogo Nacional e América do México empatavam.

Nas próxima fase, contra o Libertad, o Flu venceu em casa por 3 x 1 e perdeu fora por 3 x 0, dando adeus à Libertadores.

Nas oitavas de final tivemos uma equipe heroica, o Once Caldas, que, após perder de 2 x 1 na Colômbia, precisava vencer por 2 gols de diferença contra o melhor time da Competição, o Cruzeiro, que naquele momento somava 23 gols marcados, apenas 2 sofridos, seis vitórias e um empate, e um incrível aproveitamento de mais de 90% na Libertadores.

E, no Brasil, o Once Caldas venceu por 2 x 0 e eliminou o time mineiro.

Nas quartas e nas semifinais tivemos outro herói, o Peñarol, terceiro pior segundo colocado da fase de grupos, terminando com um saldo de - 5, levando goleadas de 5 x 0 para a LDU e de 3 x 0 para o Estudiantes, ninguém apostava nada na equipe Uruguaia.

Eis que, após vencer equipes do calibre de Internacional, Universidad Católica e Velez Sarsfield, chega à final da Libertadores.

Já está mais do que na hora do Peñarol cair.

Estou certo de que os torcedores do Fluminense, Once Caldas e Peñarol sairam (ou sairão) satisfeitos dessa Libertadores, pois os feitos dessas equipes na competição foram dignos de aplausos.

Muricy estava certo desde o início: na Libertadores nem sempre vence o melhor time.

Mas heroismo tem limites, e o limite do Peñarol será o Santos.

Pra cima deles Santos!