Atlético Paranaense 3 x 2 Santos

E o Peixe perdeu mais uma, reviveu o último colocado, e ficou mais distante do título.

Foto: Heuler Andrey /Agif/Gazeta Press




















Água, quanta água!

Quantos buracos também!

Vamos a um resumo da partida.

No primeiro tempo, os jogadores do Peixe entraram totalmente desligados e levaram 2 gols absolutamente ridículos. O primeiro em jogada individual de Cléber Santana (ex-Santos), que entrou dentro da área santista como uma criança com um brinquedo, tamanha a facilidade e a deficiência da zaga (o gramado ruim também ajudou). O segundo em escanteio no qual o jogador atleticano subiu sozinho, absolutamente sem nenhuma marcação, para escorar de cabeça como quis para o fundo das redes de Rafael.

Mas o Santos respondeu rápido em jogada individual de Neymar, aos 12 minutos, em belo chute, após cortar dois zagueiros adversários.

Um jogo que até então estava movimentado tornou-se chato, com ambas as equipes travadas no meio de campo, além de muitos erros de passe, devido principalmente às péssimas condições do gramado.

No segundo tempo a equipe santista entrou com uma postura agressiva, atacando, insistindo, até que, aos 17 minutos, Borges recebeu ótimo passe de Pará, girou e marcou um belo gol. E por pouco o Santos não conseguiu a virada, aos 20 minutos, em chance incrível com Neymar, pegando rebote após chute de Ganso! Mas, no final, aos 46 do segundo tempo, o Atlético Mineiro virou o jogo, em outra bola lançada na área, outro cruzamento, outra desatenção da zaga...


Coletivamente, o Peixe errou ao não partir para cima ao fazer o gol de empate. Não entendi o porquê dos jogadores recuarem e passarem a atuar no contra-ataque, parecendo que o time pequeno era o Santos e o grande o Atlético-PR (com todo o respeito a seus torcedores).

Afinal, o time precisava do resultado, precisava da vitória para sonhar mais concretamente com o título.

Mas optou pela retranca, até que no final veio o castigo... 3 x 2 Atlético PR...

Depois do vexame histórico de 5 x 4 para o Flamengo, mais um... agora para o último colocado...


Análise Coletiva


















O Santos entrou em campo em um 4-3-1-2, com Rafael, Edu Dracena, Durval, Pará, Léo, Arouca, Ibson, Elano, Paulo Henrique Ganso, Neymar e Borges.

A zaga foi regular durante o jogo, mas falhou bisonhamente nos dois primeiros gols atleticanos.

Os laterais jogaram bem, principalmente Pará, que fez uma de suas melhores partidas no ano.

Os volantes tiveram atuação pífia, desde Arouca, passando por Ibson e chegando em Elano, este, certamente o pior deles.

Ganso, o armador, teve muitas dificuldades de passar a bola, em razão da água e dos buracos no campo, além de não ajudar na marcação quando estava sem a bola, fatos que o tornaram um peso em campo.

O ataque tentou e fez a sua parte, misturando a força de Borges com a velocidade e genialidade de Neymar, mas não foi o bastante.


Análises Individuais

Rafael. O que aconteceu com o Rafael? Desde o jogo passado não vimos aquele grande goleiro, sempre seguro e elástico. Hoje não teve culpa nos gols atleticanos, mas goleiro da qualidade de Rafael precisa ter coragem de se jogar em cima da bola, como poderia ter feito no primeiro gol, e treinar seu principal ponto fraco, no seu caso, as bolas aéreas.

Edu Dracena. Regular durante o jogo, mas sempre mal posicionado, fazendo faltas bobas na frente da grande área, além de ter contribuído para os 3 gols da equipe catarinense (por sua ausência).

Durval. Também regular, mas um pouco acima de Dracena. Também estava ausente nos gols adversários.

Pará. O melhor jogador do Santos na partida, na minha opinião. Foi seguro na defesa e eficiente no ataque, dando uma assistência para Borges.

Léo. Fraco na defesa e eficiente no ataque. O terceiro gol saiu em cruzamento no seu lado.

Arouca. Não jogou bem, errando muitos passes; mas sempre ajuda na marcação. Arouca atua melhor como segundo volante, saindo mais para o jogo, e para isso precisaria do apoio de Adriano ou de Henrique.

Ibson. Fez um grande primeiro tempo, mas sumiu no segundo.

Elano. Quase não tocou na bola, isolou uma cobrança de falta e quase marcou em outra.

P. H. Ganso. Sem a bola, uma nulidade. Com a bola, muita habilidade, mas com o gramado naquele estado, pouco produziu com a bola nos pés.

Neymar. Sempre o jogador mais esforçado do Peixe, o moleque correu bastante, driblou, caiu, ajudou na marcação, sofreu muitas faltas e marcou um belo gol. Um dos melhores da equipe hoje.

Borges. Dê uma oportunidade para ele concluir que a bola estufará as redes! Assim é Borges, sumido no jogo todo, mas em um lance pode decidir. Precisa treinar posicionamento, para evitar tantos impedimentos.

Rodrigo Possebon. Entrou aos 45 do segundo tempo e não tocou na bola. Sem nota.


Notas

Rafael. 5
Edu Dracena. 3
Durval. 4
Pará. 7,5
Léo. 6
Arouca. 5
Ibson. 5,5
Elano. 3,5
Neymar. 7
Borges. 6,5


Na entrevista coletiva, Muricy afirmou que este não é o time ideal do Santos, sinalizando, portanto, um possível retorno de Adriano à equipe titular. Bom para todos. Muricy falou:

Sobre a equipe
Fonte: www.semprepeixe.com.br
"Eu não disse que esse era o time ideal. Você (repórter) está colocando palavras na minha boca. O que eu falei é que, no momento, é o que temos de melhor. Não adianta falar um monte de coisa porque não vai adiantar nada. Sabemos que temos cometido erros".

Sobre o gramado
"O gramado esteve ruim para os dois times. Não tinha como ter um campo bom depois do que choveu em Curitiba. O grande prejudicado com isso foi o espetáculo, já que foi um duelo muito pegado. Os dois times tinham jogadores técnicos, que sabem colocar a bola no chão, mas que não tiveram condições de fazer isso".

Sobre o jogo
 "O Santos não merecia perder. A nossa equipe foi melhor no segundo tempo. Dominamos o adversário e poderíamos ter vencido. Só que, infelizmente, nós tomamos aquele gol no final".

"É preciso ter calma para analisar as coisas. Fomos melhores no segundo tempo e não conseguimos fazer o gol. No fim, tomamos um castigo que não era merecido. Eles foram mais eficientes que nós".

Sobre a defesa
 "Sabemos que não é normal o nosso time tomar gols como vem acontecendo. Só que nós precisamos ter um pouco de calma porque é preciso ajustar as peças. E, na hora que isso acontecer, a nossa equipe realmente vai ficar muito forte".

Sobre o ataque
"Estava na cara que ia dar certo. Um é matador, faz muitos gols, o outro vive uma fase esplendorosa. É questão de pequenos ajustes, mas esse time ainda vai dar muitas alegrias ao torcedor, tenho certeza disso".

Sobre o próximo jogo
"O Vasco vem bem no campeonato e será uma grande partida, já que iremos jogar como fizemos hoje, buscando o gol".