Santos 1 x 0 Ceará

O foco voltou! 

Fonte: www.globoesporte.com




Sem Neymar, O Peixe, desentrosado, consegue vencer o Ceará e fugir da zona de rebaixamento.

O Santos não jogou tão mal.

É verdade que não foi uma de suas melhores apresentações, mas não foi um desastre.

E o público de 10.105 pagantes foi até bom, considerando se tratar de um jogo contra um time fraco e sem a presença de Neymar.

Muricy armou o time em um 4-5-1, de forma exageradamente defensiva e contra um adversário fraquíssimo, com Rafael, Edu Dracena, Durval, Pará, Leandro Silva, Arouca, Henrique, Ibson, Elano, Ganso e Borges.

























Que mudou para um 4-3-2-1, com a entrada de Diogo e o deslocamento de Arouca para a lateral direita.

O Santos melhorou muito com essa alteração, em dois aspectos.

O primeiro, na lateral direita, posição que vinha sendo bombardeada pelo Ceará, se aproveitando do jovem e inexperiente Leandro Silva. Com a entrada de Arouca, o time adversário teve todas as suas jogadas neutralizadas por esse setor.

Com a entrada de Diogo, "desaparecia" um volante do meio santista, dando lugar a um meia armador (trabalho que Ganso fazia mal). Diogo entrou com vontade e fazia a função ora de ponta direita ora de meio armador, além de voltar para ajudar na marcação. Sua entrada foi muito importante na melhora do time.
























No segundo tempo, Borges seria substituído por Adriano, e a formação da equipe se alteraria para um 4-4-2-0, deixando o Santos com 4 volantes e sem nenhum atacante, com o objetivo de segurar o 1 x 0.
























Análise Coletiva

Rafael quase não teve trabalho lá atrás.

O miolo de zaga ficou na média, com algumas bolas ganhas e outras perdidas, mas, frise-se, contra uma equipe fraquíssima. Preocupou bastante o fato de que o Santos levou um gol legítimo, em falha de posicionamento de Edu Dracena. Além disso, quase tomamos outro gol em jogada novamente de bola parada, em que o jogador cearense subiu sozinho para cabecear. Além disso, tem uma coisa que não entendo: por que o Durval e o Dracena fazem tantas faltas bobas no meio de campo e em frente à grande área?

As laterais eram um caso a parte. Enquanto Pará fazia o seu feijão-com-arroz, o lateral-direito Leandro Silva entrou muito nervoso, levou um cartão amarelo de bobeira e quase foi expulso, além de perder na marcação todas as bolas pelo seu setor. A entrada de Arouca melhorou a marcação de tal maneira que tal lado do campo parou de ser explorado pelo Ceará.

O meio de campo, desentrosado, errava muitos passes simples, além de não se entenderem no posicionamento. Faltava marcação... mas isso passou despercebido pelo fato do Ceará apresentar um futebol medíocre. Não havia um meia armador até a entrada de Diogo, que voltava para o meio para realizar a função de Ganso, o qual àquela altura estava perdido em campo, sempre lançando bolas para a esquerda do ataque santista, para um invisível Neymar...

O ataque (leia-se Borges) foi eficiente. Bola chutada na área, rebote, gol!


Formações

O time jogou muito mal no 4-5-1, porque não havia ninguém para encostar em Borges, cresceu no 4-3-2-1, com a entrada de Diogo armando o time, e se segurou no 4-4-2-0.


Análises Individuais

Rafael. Não teve nenhum trabalho durante o jogo.

Edu Dracena. Falhou no gol legítimo do Ceará, anulado erroneamente. Faz muitas faltas desnecessárias no meio de campo e na entrada da grande área. É bom no jogo aéreo, mas se posiciona mal.

Durval. Meio sumidão no jogo ontem, mas não comprometeu pelo lado esquerdo.

Pará. Fez o feijão-com-arroz, mas ainda é um jogador tecnicamente limitado.

Leandro Silva. Entrou nervoso, querendo mostrar serviço mas ao mesmo tempo mais atrapalhando que ajudando. Não merece ser crucificado, ainda é jovem e pode dar muitas alegrias mais para frente. A entrada de Arouca foi providencial.

Arouca. Um monstro em campo! Seja como volante ou lateral-direito, Arouca foi ontem o mesmo que conhecemos: um excelente volante, com grande força, ótimo poder de marcação e grande presença no ataque. Foi dele o chute que resultou no gol de Borges.

Henrique. Diferente de muitos comentários que ouvi, acho que o volante fez uma péssima estréia. Totalmente perdido em campo, mal posicionado, pouco ajudou na marcação e pouco subiu ao ataque. O achei uma nulidade em campo. No entanto, ele está voltando de uma lesão, não jogava a mais de um mês, sem contar a falta de treinos; precisa de umas partidas para adquirir ritmo de jogo. Confio muito nesse jogador. Trata-se de um excelente volante, convocado na pré-lista da Seleção Brasileira para a Copa América. Sei que ainda pode, e vai, render muito mais.

Ibson. Joga bem com a bola nos pés... mas sem ela é de assustar. Marca muito de longe, a aproximadamente 4 metros do adversário. Precisa aprender a marcar, urgentemente.

Elano. Ontem confesso que me surpreendeu positivamente. Se movimentou mais, procurou espaços, apareceu para o jogo e, principalmente, não se escondeu! Quase marcou um gol no meio da área, cobrou uma falta perigosa, deu o passe para Arouca que resultaria no gol de Borges, iniciou a jogada do inacreditável gol perdido por Ganso, e não perdeu bolas bobas pela lateral. Parabéns Elano! Continue assim.

P.H. Ganso. Mostrou um pouco mais de vontade, de disposição. Chegou até a correr. Ajudou na marcação, mas faltou-lhe futebol com a bola nos pés, pois não armava as jogadas, sua principal função. Errava muitos passes simples, além de lançar a bola em direção ao vazio inúmeras vezes. Que seu futebol continue evoluindo!

Borges. Basta um lance para ele fazer um gol... e foi o que ele fez!


Diogo. Entrou muito bem, voltando para o meio com o objetivo de armar o jogo, enquanto Ganso estava fraco nesse quesito, além de sair bem com jogadas pela ponta direita.

Adriano. Entrou com disposição em um jogo em que ambas as equipes estavam sem vontade de jogar.


Muricy Ramalho. Entrou com uma formação muito retrancada para enfrentar uma equipe fraca demais. Mas teve mérito ao perceber a necessidade de melhorar a marcação pelo lado direito da defesa santista. E, com a entrada de Diogo, matou dois coelhos em uma paulada só! Resolveu o problema da lateral-direita e o da armação de jogadas, com alguém jogando mais próximo de Borges.


Notas

Rafael. 5
Edu Dracena. 4
Durval. 5
Pará. 6
Leandro Silva. 1
Arouca. 8
Ibson. 5,5
Elano. 7
P.H. Ganso. 5,5
Borges. 7

Diogo. 6,5
Adriano. sem nota

Muricy Ramalho. 7

2 comentários :

  1. Alex , você normalmente é mais pessimista que eu mas sinceramente acho que nesse seu comentário você foi bonzinho para alguns jogadores.O santos não evoluiu em nada em relação a outras partidas,pegamos um adversário bem mais fraco e jogamos em um campo bom e do lado da nossa torcida.Ós meias, como sempre, "andarilhos sem rumo" liga?O Elano nem pegou na bola, chutou todas para agarrar ou para fora. O público foi fraco pelo baixo rendimento das outras partidas, ainda acho que o Felipe Anderson tem que entrar, o Adriano tem que começar jogando,o Wesley ou Geovãneo da base tem que jogar de lateral, os que chegaram precisam de entrar aos poucos, como o Alan entrou e deixou boa impressão.Temos que ter dois volantes de marcação ou um terceiro zagueiro.Borges não pode jogar sózinho na posição de ataque.E principalmente, precisamos treinar fundamentos, muito mesmo.Grande abraço lr.

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  2. Verdade que o Santos não evoluiu, verdade que o adversário era bem mais fraco, verdade que o público foi fraco por conta do baixo rendimento das outras partidas (mas foi "bom", se considerarmos esse fato, além da ausência de Neymar).

    Muricy o ouviu no último treinamento! Time no 3-5-2, mas Borges continua solitário no ataque...

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