Um título quase impossível

O principal objetivo do Santos no Campeonato Brasileiro é chegar ao 1º lugar e terminar com a faixa de campeão.



Mas essa missão tornou-se quase impossível, se não ainda matematicamente, logicamente sim.

O motivo? As seguidas convocações de Danilo, Ganso e Neymar para a Seleção Brasileira.

Haverão amistosos da Seleção nesse período, sem a paralisação do Campeonato Brasileiro:

5 de setembro (Gana)
14 de setembro (Argentina)
28 de setembro (Argentina)
7 de outubro (Costa Rica)
11 de outubro (México)
11 de novembro (Gabão, o poderosíssimo)
15 de novembro (Suiça ou Inglaterra - aposto que confirmarão com o primeiro)

O que isso significa? O Santos perdendo esses três atletas por, no mínimo, sete jogos do campeonato.

E quando termina o Brasileiro? No longínquo dia 4 de dezembro, no clássico contra o São Paulo.

A as datas que mais preocupam são as de 14 a 28 de setembro, durante a realização da Copa Rocca, competição em que Brasil e Argentina disputarão duas partidas apenas com atletas que atuam em seus respectivos países.

Ou seja, é grande a chance de boa parte do time do Santos ser convocada.

Estão certos os nomes de Danilo, Ganso e Neymar.

Quase certos os de Arouca, Elano e Borges.

E talvez Rafael.

Fazendo as contas... o Santos pode perder até 7 jogadores durante a disputa dessa Copa.

Isso mesmo... sete.

O mesmo número de jogos em que o Peixe ficará sem seus principais jogadores, que estarão a serviço da Seleção Brasileira.

E mais... caso a diretoria não tome uma atitude rapidamente, poderemos perder todos esses jogadores para o confronto contra o Corinthians, marcado para o dia 18 de setembro no Pacaembu. Seria o segundo clássico sem a presença de Danilo, Ganso e Neymar, por culpa do burro calendário da CBF.

Juntando todos esses fatores, é possível acreditar no título?

Possível sempre será... mas a cada convocação se tornará cada vez mais improvável.

Como se não bastasse, com o Barcelona voando em campo, goleando seus adversários mesmo com desfalques, investindo fortunas em excelentes contratações (Fábregas e Alexis Sánchez) e atletas da base (Thiago Alcântara), o Santos faz suas apostas em Richelly e Roger (recém-dispensados), permanecendo ainda sem um lateral esquerdo...

Ney Pandolfo, o gerente de futebol do Santos contratado no início do ano, vai muito mal.

Apenas uma contratação vingou: Borges.

Outra vingou em parte, apesar das lesões: Jonathan.

Richelly, Roger, Leandro Silva, Charles, Henrique, Ibson e Moisés se mostraram, até o momento, de medianas a péssimas contratações. 

Tanto é que, dentre os citados, todos contratados no início de 2011, quatro já tiveram seus contratos rescindidos com o Santos.

Torna-se cada vez maior o risco do Peixe, nessa ordem: abandonar o Campeonato Brasileiro (não sendo rebaixado), dizer-se totalmente focado no Mundial Interclubes, e perder a primeira partida para um Mazembe da vida, ou, na pior das hipóteses, chegar à final e ser humilhantemente massacrado pelo Barcelona, que ganhou 13 dos últimos 15 títulos disputados em 3 anos.

O Santos, em 3 anos, venceu apenas 5, sem nenhum título nacional.

Claro que, em uma final, tudo é possível. Vide vitória do São Paulo contra o Liverpool e a do Internacional contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho.

Mas do jeito que o bonde anda, a coisa pode descarrilhar.