Edu Dracena e Durval: o mundial os espera

O leitor a que vos escreve está cansado de tantas falhas defensivas.























Assim como grande parte da torcida santista.

A lentidão dos nossos zagueiros impressiona, bem como sua incrível capacidade de levar gols de bolas levantadas na área...

Dois gols de cabeça sofridos contra o Internacional...

Um contra o Fluminense...

Um contra o Coritiba...

E a lista continua, basta puxar da memória.

Além disso, penso na infantilidade do experiente Edu Dracena em cometer pênaltis bobos.

E seu mais infantil sonho de voltar à Seleção Brasileira...

Foi assim contra o Cerro Portenho na Vila, quando o capitão da equipe cometeu um pênalti nos acréscimos...

E ontem a mesma coisa... em uma jogada totalmente fora de contexto... uma bola rebatida na área...

Ambos os zagueiros tem estatura mediana para sua função (1,87m de Edu Dracena e 1,85m de Durval).

Mas isso não seria um problema se eles demonstrassem uma característica importantíssima nos zagueiros modernos: velocidade.

Não a têm.

E com laterais nanicos (Pará 1,72m e Léo 1,69m), as bolas cruzadas tornam-se um pandemônio na zaga santista.

Hoje, infelizmente, cruzar pelo alto a bola na área santista é meio gol.

Seja em bola rolando, em cobrança de falta ou escanteio.


Zaga santista x Barcelona

Contra o Barcelona, em hipotética decisão do Mundial Interclubes, não teríamos problema com as bolas aéreas, tendo em vista que a maioria dos gols catalães saem em jogadas pelo chão.

Mas aí está outro problema já comentado: a falta de velocidade de nossos zagueiros também facilitará muito a vida de Messi e companhia.

Se jogando com três volantes levamos 5 do Flamengo, 3 do Inter, 3 do Coritiba, 3 do Atlético Paranaense e 2 do Atlético Goianiense...

Daí surge a pergunta: jogar com 3 volantes torna o time menos suscetível a levar gols?

A princípio sim, mas a prática acabou provando o contrário.

Com Adriano, Henrique e Danilo, o time fica obviamente mais defensivo.

Mas isso tem matado a criatividade do meio-campo, além do ataque em si.

Ganso, Neymar e Borges são os únicos jogadores que atacam, enquanto uma multidão de volantes permanece atrás na marcação (alguns que acabam por ficar sem função em campo por não ter quem marcar).

Acabei fugindo um pouco do tema, mas o raciocínio que pretendo deixar é o seguinte:

--> 3 volantes que não sobem ao ataque --> defesa bem guarnecida --> meio de campo fica sem criatividade --> time não ataca --> em consequência é atacado --> e termina levando muitos gols --> mesmo com três volantes...

E assim se fecha o círculo vicioso.

2 comentários :

  1. Reinaldo Fernandes2 de setembro de 2011 15:42

    Com relação a zaga, eu não me lembro quando foi a última vez que desses dois desceu nos escanteios e fêz gol de cabeça. Deve estar fazendo muitos jogos. Dá fazer um percentual ou gráfico tomando como base quantos escanteios o Santos teve a seu favor este ano e quantos gols de cabeça foram feitas por esta zaga e comparar quando escanteios o Santos sofreu e quantos gols tomou dos zagueiros adversários. Dái dá para concluir provavelmente que se tomassem gols mas também fizessem ok, mas isto não ocorre e aí concordo com você e começo a ter saudades do Leonardo Silva que está no Atletico Mineiro e tem um outro zagueiro também jogando, que também era do Santos, e que têm feitos gols de cabeça, só não me lembro em que time. Quanto aos volantes, com o retorno do Arouca, já dentro dessa nova função de 2o. volante, creio que vamos resolver o problema e acho que o Arouca este ano ainda vai fazer 2 a 3 gols.

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  2. Com certeza a média entre gols sofridos de cabeça e gols marcados de cabeça por esses zagueiros é pífia... não lembro qual foi a última vez em que marcaram gols de cabeça... se não me engano foi ainda na Libertadores, com Edu Dracena.

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