Santos 2 x 3 Figueirense

O Santos sofre sua 3ª derrota na Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro, quebra tabu histórico, e se distancia do sonho do título.

























No primeiro tempo, ficou muito clara a proposta dos dois times: a do Figueirense, de empatar, e a do Santos, de vencer. O primeiro gol do time catarinense saiu logo aos 8 mintos, em falta cobrada e falha do goleiro Rafael. O Santos em seguida empataria com o grande matador Borges. Mas nem deu tempo de comemorar. Dois minutos mais tarde, o Figueirense faria mais um, em erro grotesco da lenta dupla Durval e Dracena, que se adiantaram até o meio de campo e esqueceram a sua real função como zagueiros: marcar. No final, ainda deu tempo de Léo descontar, após boa jogada pela direita do garoto Felipe Anderson.

No segundo tempo, o Santos melhorou. Voltou com mais vontade e partiu para cima. Mas por pouco tempo. Passados 10 minutos, o jogo ficou morno, com muita disputa no meio de campo e uma imensa falta de criatividade por parte do time santista. Até que, quando faltavam menos de 10 minutos para o término da partida, em contra-ataque, Léo fez pênalti, e o adversário converteu. Final: derrota do Santos.

E chega ao fim a série de 8 jogos consecutivos sem perder, com 6 vitórias e 2 empates.

Além disso, quebra-se o tabu de nunca um time catarinense ter vencido o Santos na Vila Belmiro.

A Vila Belmiro que, sem receber Neymar, contabilizou apenas 7.059 pagantes, que em nada serviram para pressionar a equipe adversária.

E o Santos, prejudicado pela CBF, mostrou-se totalmente sem criatividade do meio de campo para frente.

Quem viu o jogo passado contra o América-MG sabe do que estou falando, da falta de criatividade, de gols feitos por pura sorte, em cobranças de escanteio, bolas paradas, ou chutes de longa distância, como foi hoje com Borges e Léo, neste último caso em uma bola sobrada na área.

Ou seja, nos últimos dois jogos a criatividade da equipe foi zero.

Sem Neymar então...

Felipe Anderson não arma o jogo. Ele joga na função de meia direita, pelo lado do campo.

Mas hoje precisávamos de alguém com criatividade para armar o jogo, e não havia ninguém assim.

Arouca e Henrique são volantes, mais ficam do que sobem.

E o péssimo Ibson nem mesmo sabe que função exerce em campo.

Hoje, o Santos depende de Neymar, e muito.

Sem ele, não passa de um time comum, ainda que um pouco acima da média.

Ainda podemos sonhar com título, pois uma derrota pode ser facilmente compensada com uma vitória.

Mas com a sequência que o Santos tem pela frente, e sem Neymar, sua probabilidade diminui...


Análise Tática

O Santos, ao contrário de que se especulava, entrou no meio sem Adriano, com Arouca, Henrique, Ibson e Felipe Anderson, em um 4-3-1-2























E com a primeira substituição, de Felipe Anderson por Pará, Muricy matou completamente a única possível fonte de criatividade da equipe, deixando em campo o horrível Ibson, ficando o time com 4 volantes, em um 4-1-3-2 embola do no meio.





Sem criatividade no meio campo, o Santos levou o terceiro gol.

E no minuto seguinte Muricy fez o que deveria ter feito desde que o jogo começou: tirar Ibson de campo, entrando Thiago Alves em seu lugar.

E ainda houve tempo para mais uma mudança: Diogo no lugar de Alan Kardec.

O time, no final do jogo, voltava a atuar em um 4-3-3























Análises Individuais

Rafael. Falhou no primeiro gol, foi um goleiro comum no segundo e dançou, dançou, pulou para o lado certo, mas novamente não defendeu um pênalti.

Edu Dracena. Salvo engano, foi dele a falta que resultou no primeiro gol catarinense. Bem em frente ao miolo da grande área, onde o zagueiro adora fazer faltas. Falhou grotescamente no segundo gol e não estava nem na zaga no terceiro.

Durval. Falhou juntamente com Dracena no segundo gol e também não estava na zaga no terceiro.

Danilo. Fez boa movimentação pela direita, mas errou muitos passes e cruzamentos. Mas, ao ser deslocado para a função de volante, nada acrescentou. Defensivamente, deixou um buraco.

Léo. Cobriu bem o lado esquerdo santista, e fez boas aparições no ataque, uma delas da qual resultou no gol de empate santista.

Arouca. Não atua bem como primeiro volante. Como tem capacidade para atacar, quando joga de primeiro volante Arouca acaba deixando um buraco no miolo de marcação santista, normalmente coberto por Henrique. Hoje atuou de forma razoável.

Henrique. Vem evoluindo a cada jogo, e hoje teve coragem de dar umas escapadas ao ataque, com qualidade no passe. Este também é o motivo pelo qual Muricy opta por Henrique no lugar de Adriano. Mas nada de excepcional.

Ibson. Péssimo em todos os sentidos: marcação, cobertura, passe, criatividade, chute...

Felipe Anderson. Jogou sempre pelas laterais, o que parece ser sua característica, sem nunca tentar armar pelo meio. E naquela ponta direita, tirando a jogada que resultaria no segundo gol, Felipe não jogou bem, principalmente no que diz respeito à ofensividade da equipe.

Alan Kardec. Ótima atuação no primeiro tempo, mas não pegou na bola no segundo tempo.

Borges. Fez o que dele se espera: um gol. E quase marcou outro, cara-a-cara com o goleiro. No segundo tempo, como a bola não chegou, Borges nada fez.


Pará. Não marcou, passou mal, cruzou mal, e jogou mal.

Thiago Alves. Em sua única jogada com a bola nos pés, foi individualista, tentando passar por dois marcadores quando a melhor opção era o cruzamento.

Diogo. Uma nulidade em campo, sem contar que simulou ridiculamente uma falta.


Muricy Ramalho. Escalou mal Arouca como primeiro volante. Poderia ao invés disso ter retirado Ibson do time e promovido a entrada de Adriano, liberando Arouca e Henrique para subidas ao ataque. Além disso, errou ao tirar Felipe Anderson e colocar Pará. O time perdeu totalmente a criatividade, apesar daquele jogador não estar fazendo sua melhor partida.


Notas

Rafael. 3
Edu Dracena. 3,5
Durval.  4
Danilo. 5,5
Léo. 6
Arouca. 5,5
Henrique. 5
Ibson. 1
Felipe Anderson. 4
Alan Kardec. 5,5
Borges. 6

Pará. 3
Thiago Alves. 4
Diogo. 1

FICHA TÉCNICA 

SANTOS 2 X 3 FIGUEIRENSE

Local:  Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP) 

Data: 24 de setembro de 2011, sábado 
Horário: 18 horas (horário de Brasília) 
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) 
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Luiz Souza Santos Renesto (PR 
Renda: R$ 167. 240,00 
Público: 7.059 pagantes 
Cartões amarelos: Léo (Santos); Jean Deretti e Edson Silva (Figueirense) 
Gols: SANTOS: Borges, aos 24 e Léo, aos 47 minutos do primeiro tempo 
FIGUEIRENSE: Júlio César, aos 8 minutos do primeiro tempo e de pênalti, aos 38 minutos do segundo tempo; Wellington Nem, aos 26 minutos do primeiro tempo

SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Henrique, Ibson (Tiago Alves) e Felipe Anderson (Pará); Alan Kardec (Diogo) e Borges 

Técnico: Muricy Ramalho

FIGUEIRENSE: Ricardo; Bruno, Roger Carvalho, Edson Silva e Juninho (Helder); Coutinho, Ygor, Jean Deretti (Rhayner) e Wilson Pittoni; Wellington Nem e Júlio César 

Técnico: Jorginho



2 comentários :

  1. Uma correção no seu comentário, uma vez que esta jogada para mim, foi fundamental na derrota do Santos, que foi a falta cometida pelo Henrique e não Edu Dracena, em que o atacante fêz um movimento trazendo a bola para trás e o Henrique deu um chute em sua canela, quando era mais fácil tirar a bola e que resultou em gol aos 8 minutos. Quanto aos dois gols de contra-ataquue eu credito a falha primeiro ao Felipe Anderson, que bateu uns 4 escanteios todos errados, primeiramente batendo baixo no primeiro pau, e quando tentou alçar mais alto meteu a bola fora da área grande o que resultou no contra-ataque e no gol. No caso do Dracena eles são orientados a descer nos escanteios para tentar fazer o gol de cabeça e neste caso, os voltantes, ou os laterais, teriam que guardar suas posições, o que não aconteceu, creio que o Adriano é fundamental nesta jogada de cobertura e no caso do Arouca foi o que mais correu para tentar evitar o gol.
    Credito aí a falha ao Muricy que ao meu ver deveria ter escalado o Adriano, que por várias vezes já mostrou sua competência na marcação e desarme e foi fundamental na Libertadores. Tira o Ibson (chega de teste com este cara). Ontem realmente deu para perceber com clareza, o Pará é muito esforçado, mais técnicamente muito abaixo dos demais. Até acredito que se o Muricy não tivesse mexido no time o resultado seria outro. Outra coisa que não entendo é porque o Danilo, com toda aquela altura têm que bater escanteio, inclusive no segundo gol de contra ataque foi ele quem bateu e faltou alguem para correr atrás do adversário. Eu gostei muito ontem do Borges, que além do gol feito, criou mais três oportunidades de gol, mais foi infeliz, sendo duas no segundo tempo, quando estava 2 x 2 e poderia ter matado o jogo e do Léo, incansavel guerreiro, com seus 32 anos.

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  2. Falha minha, foi mesmo o Henrique. No momento do segundo gol deles, o Arouca era o único que estava correndo para tentar chegar na jogada. E o Ibson já deu mesmo... Abs!

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