Santistas, vamos combinar algumas coisas...

(texto escrito pelo jornalista Odir Cunha, em seu blog)


O Santos não é um timaço. Quando joga com todos os titulares – Ganso, Neymar, Elano, Arouca, Léo, Danilo, Borges – é o melhor time do Brasil, provavelmente da América do Sul, mas isso não significa que seja um timaço.

Rafael é um ótimo goleiro. Mas não é um Gylmar, um Rodolfo Rodriguez, um Cejas. É apenas um jovem muito promissor.

Danilo não passa de um jogador razoável. Só é titular do Santos e às vezes convocado para a Seleção Brasileira, porque a maioria dos laterais-direitos está abaixo da média.

Edu Dracena é capitão, mas não é líder; é um zagueiro vitorioso, mas a idade e a consequente falta de mobilidade estão pesando. O Mundial da Fifa será o seu canto do cisne. Deve ser poupado, pois lá terá de fazer algo que não costuma: correr muito.

Durval é um zagueiro valente. Só.

Léo nunca foi um bom marcador, e agora, com as pernas fraquejando, também está difícil apoiar. É outro que deve descansar para o Mundial e depois receber uma bela festa de despedida.

Arouca foi o melhor volante do Brasil há um mês. De lá pra cá tem jogado bem menos.

Adriano é um carrapato. Não é um beija-flor.

Ibson em campo é sinal de que o adversário não passará em branco.

Elano, mesmo parado, é melhor do que Ibson correndo.

Ganso, com uma perna só, é melhor do que Ibson e Elano.

Borges faz gols, mas está longe de ser um Pagão, um Coutinho, um Juary e mesmo um Serginho Chulapa.

Neymar é o craque do time, mas está longe, muito longe, de ser um Pelé.

Muricy é um técnico vencedor, mas só sabe usar uma tática, que não combina com o espírito ofensivo do Santos. Se não mudar seus conceitos após o MUndial, terá de ser trocado.

É claro que o Santos não é o melhor time do mundo, mas não é preciso ser o melhor para ficar com o título. Basta vencer duas partidas, ou empatar e ganhar nos pênaltis. E isso, este time, descansado e motivado, pode conseguir.