Santos 2 x 1 Guarani
















Uma vitória suada, tomando sufoco, mas no final vieram os 3 pontos.

O Santos entrou em campo para atacar da seguinte forma, no chamado 4-3-1-2:



Quando a bola estava com o adversário, o Peixe se fechava em duas linhas de quatro, não deixando mais Renê Júnior sozinho com a sobra (como ocorreu no jogo anterior, o que gerou sua falha), em um compacto 4-4-2, sendo que Neymar e André não participavam da marcação.






















O que me mais me preocupa no Santos não é o sistema defensivo, a marcação, mas sim a falta de criação coletiva de jogadas ofensivas!

Explico.

O primeiro gol veio de uma sobra de bola na defesa. Após dividida, Edu Dracena cortou uma bola no alto,  e a redonda sobrou para Arouca, que lançou rapidamente Montillo, que correu em direção ao gol e bateu firme para marcar seu primeiro gol na Vila Belmiro.

Gol no contra-ataque, como gosta Muricy.

O segundo gol é de André, mas pode ser resumido em uma palavra: Neymar. O moleque roubou a bola do adversário, correu em direção à área, driblou mais dois, e chutou cruzado em direção ao gol. A bola ia entrando, quando surgiu André e roubou o gol de Neymar (curiosamente no mesmo canto em que anteriormente já havia roubado o gol de Giva).

Gol basicamente construído com base na genialidade individual do Neymar.

Agora... quando o Santos tinha a bola, geralmente não conseguia armar jogadas.

Cadê as jogadas de 1-2, as infiltrações, os lançamentos?

Ao invés de tentar criar alguma coisa, a bola ficava rodando lá atrás, entre volantes, meias e zagueiros, até alguém resolver dar um chutão para frente...

E quando não a tinha, levava sufoco, mesmo marcando com 2 linhas de quatro jogadores.

No gol do Guarani, devemos observar duas coisas:
1) Na jogada, Durval perde a disputa de cabeça, pois, além de não ser muito alto, não tem grande impulsão, e raramente corta bolas desse tipo.
2) Rafael fica estático novamente, assim como também ficou no segundo gol do Guarani, impedido.

Uma coisa que não entendo e me deixa bravo é ver sempre o goleiro dando chutão no tiro de meta.

Existe alguma lei que determine isso? Por que simplesmente o time não pode sair jogando pelo chão, tocando a bola, confiando nos companheiros?

Interessante também observarmos que o Santos só levou um cartão amarelo durante todo o jogo, com Cícero, e justamente ele estava pendurado, e não enfrenta o Mirassol, nesta quinta-feira, as 21h, partida na qual não atuarão Neymar e Montillo, convocados por suas seleções.

Falando nisso, fico feliz com a volta dos jogos de meio de semana! As quartas e quintas estavam muito vazias sem o Santos...


Público

Tive a impressão de que todos os ingressos estavam vendidos.

No entanto, o placar eletrônico apontou um público de 10.865 torcedores.

Na minha chegada à Vila Belmiro, vi filas imensas de torcedores na bilheteria comprando ingressos.

Pareceu-me que todos haviam sido vendidos.

Enfim... e as sociais novamente decepcionaram.


Liderança provisória

Apesar do futebol abaixo do esperado, a vitória veio, e dormimos hoje na liderança.

Missão cumprida!


















Notas

Rafael - 5,5 - seguro nos chutes de fora da área, mas continua cometendo os mesmos erros de sempre: não sair do gol em cruzamentos para tentar pegar ou espalmar a bola (levou 2 gols hoje assim) e fazer péssima reposição de bola. Hoje permaneceu estático nos dois gols que levou (apesar de em um ter havido impedimento), como tem permanecido estático na maioria dos gols que leva. Está acomodado. Uma solução seria a titularidade imediata do Aranha, para forçar o Rafael a trabalhar mais para recuperar a posição, uma vez que essa posição de conforto apenas prejudica seu próprio futebol.
Edu Dracena - 6 - jogou bem hoje, sério, seguro; ganha todas pelo alto.
Durval - 4,5 - falhou no gol do Guarani, tentou lançamentos absurdos para lugar nenhum; no geral foi razoável.
Bruno Peres - 5,5 - corre muito e pensa pouco... precisa levantar a cabeça para jogar. Com sua alta explosão muscular, tem físico para se tornar um grande lateral, mas para isso precisa trabalhar melhor os fundamentos (passe e cruzamento), melhorar na marcação, e principalmente erguer a cabeça quando tentar uma jogada. Caso não melhore, se tornará apenas mais um Pará.
Émerson  - 5,5 - Fez bom jogo o lateral santista. Tentou subir ao ataque, mas pecou bastante na cobertura. Se mantido na posição, deve pegar mais confiança, e subir de produção.
Renê Jr. - 6 - hoje cumpriu bem seu papel de homem de marcação, imediatamente à frente dos dois zagueiros, mas não foi uma atuação excepcional. Gostaria de ver ele revezando com o Arouca na função de 1º volante, para que pudesse também sair jogando com a bola nos pés (o que parece ser vedado pelo Muricy, o que é até compreensível, considerando sua função).
Arouca - 7,5 - um monstro hoje em campo! Para mim, o melhor jogador do Santos em campo. Marcou, roubou bolas, iniciou jogadas de ataque, e fez a assistência para o segundo gol... parece que está trabalhando forte para voltar à seleção. Dá-lhe Arouca!
Cícero - 5 - atuação hoje razoável, tanto na marcação quanto no ataque.
Montillo - 6,5 - fez seu primeiro gol na Vila Belmiro, seu segundo seguido pelo Peixe, mas não teve uma atuação consistente durante os 90 minutos, em grande parte por questão física. No entanto, distribuiu lançamentos interessantes, tanto para os laterais quanto para os meias e atacantes. No segundo tempo cansou.
Neymar - 7 - Deu chapéu, cruzamento de trivela, fez um golaço (roubado por André), e dele partiram as principais jogadas de ataque do Santos (com a exceção do primeiro gol).
André - 3 - tem uma incrível e irritante capacidade de perder gols... ele sabe se posicionar bem, acerta bons cabeceios, faz gols, mas ao mesmo tempo não participa da marcação, se desloca pouco e pouco contribui para o time. No entanto, parece se entender bem com Neymar. Fez o gol, mas a bola entraria de qualquer jeito. Esperamos o retorno de Miralles.

Giva - 5,5 - atuou por pouco tempo, mas conseguiu levar perigo em uma jogada construída pela ponta direita.

OBS: para atribuir nota, parto sempre do 5, que seria o normal, razoável, para baixo ou para cima.

André perde gol feito, aos 17 do primeiro tempo