A vida segue...

Montillo contra Grêmio
fonte: Lucas Uebel/Uol




















Perder revolta.

Ainda que a derrota seja para o ótimo time do Grêmio, fora de casa.

Mas agora, com a cabeça fria, podemos ponderar.

O Santos tem um time em reformulação.

E toda reformulação traz atuações e resultados irregulares, como o de ontem.

O Santos vinha de uma boa sequência sem derrotas, mas ontem não resistiu.

Difícil apontar culpados.

Mas Claudinei Oliveira, a ineficiência do ataque santista e o azar têm grande responsabilidade pela derrota de ontem.

Claudinei, pela “Muricyzada” de colocar mais um zagueiro, para segurar o jogo e esperar pelos pênaltis, ao invés de dar ofensividade ao time e tentar o gol que daria à classificação ao Santos, e também por reclamar, após o jogo, da falta de tempo de treinar, sendo que na terça-feira, ao invés de fazer um treino tático, promoveu um rachão. 

A ineficiência do ataque santista, por não evitar a regra de “quem não faz, toma”, ao perder dois gols claros com Thiago Ribeiro, ao tocar para Gabriel em impedimento, e com o próprio Gabriel, por falta de mira (apesar do ângulo ruim do chute).

O azar também foi fator primordial, com a lesão de Montillo – o melhor santista em campo – ainda no primeiro tempo. De uma forma ou de outra, não era pra ser.

O Santos não tinha reais condições de brigar por título na Copa do Brasil.

Caso avançasse, apenas sangraria até eventualmente cair antes da final, ou mesmo na final.

Forçadamente, o foco total agora é o Campeonato Brasileiro, e a possível volta à Libertadores.

Sem substituto à altura para Montillo, que deve parar por 2 semanas, Claudinei terá de quebrar a cabeça para montar o time.

Edu Dracena volta, Cicinho volta, e Renato Abreu se condiciona para assumir a 3ª vaga no meio de campo (em concorrência com Alan Santos e Leandrinho).

Na reserva, Everton Costa é esforçado, mas Giva e Neílton são tecnicamente superiores, e podem produzir muito mais que o ex-coritibano.

A vida segue...