Cruzeiro 0 x 0 Santos - ataque contra defesa

Cruzeiro x Santos 2013
Fonte: Uol Esporte


















Há pouco ou nada para comentar do jogo de ontem.

Foi um massacre, um verdadeiro ataque (do Cruzeiro) contra defesa (do Santos).

O Santos pediu, implorou para levar um gol, mas contou com a sorte.

A proposta santista de contra-atacar falhou.

O Santos não conseguiu encaixar nenhum contra-ataque, em razão do fraco desempenho dos esforçados Montillo, Henrique e Neílton.

Este último, aliás, era o único dos 3 que levava perigo lá na frente.

Cícero, Alan Santos e Alison não renderam nada.

Gostei, no entanto, das atuações de Cicinho (veloz e driblador) e Mena (veloz e marcador).

Edu Dracena e Durval foram bem, mas deram bastante trabalho a Aranha, este sim o destaque santista de ontem.

Há sempre algo errado quando o goleiro ou a zaga são considerados os melhores em campo.

Para piorar, Thiago Ribeiro me pareceu apenas um jogador comum, caro, e sem muito a acrescentar.

Henrique precisa de sequência para ser julgado, mas me parece outro William José.

Fora os problemas individuais, o problema maior que salta aos olhos é a falta de jogo coletivo.

Atualmente, no futebol que se joga na Europa, o time inteiro marca, em bloco, e ataca, em bloco.

Egídio contra Santos
Fonte: Uol Esporte
São 9 ou 10 marcando sem a bola, e 6 a 8 jogadores atacando com a bola.

No Santos vejo os jogadores tentando resolver individualmente. Há pouco ou nenhum jogo coletivo.

Neílton, Henrique e Montillo ficam “jogados” lá na frente, sem auxílio dos meias e laterais.

Os meias se limitam a passar a bola e não subir para atacar.

Reparem: quando Neílton pega na bola, quantos encostam para ajudar? E dos que encostam, algum deles procura trabalhar a jogada ofensiva, ou voltam a bola para a defesa?

Outra coisa: como o time defende? Em bloco ou em duelos individuais?

O goleiro e o zagueiro iniciam a jogada dando chutões ou passes? O Santos possui jogadores altos para ganhar a bola de cabeça lá na frente?

A resposta para essas perguntas evidenciam o problema central da equipe: a falta de jogo coletivo.

Mas isso já é assunto para outro post.