Lento, sem criatividade e preocupante (*)


Os melhores jogos do Santos sob o comando de Claudinei Oliveira tiveram Leandrinho e Montillo na armação.

Desde a goleada sofrida para o Barcelona, no entanto, o jovem meia perdeu a titularidade.

O Peixe passou então a ter outros dois volantes ao lado de Cícero em todas partidas e, consequentemente, perdeu criatividade.

Contra o Bahia, mais do que falta de inteligência para criar, o time ficou lento na transição entre meio e ataque, ainda mais com Assunção na vaga de Alan Santos e Montillo mais à frente, quase como atacante.

Insatisfeito com Neilton, o treinador alvinegro tentou uma variação ofensiva que se mostrou ineficiente.

O camisa 10 argentino caiu de rendimento na nova posição, Léo Cittadini não conseguiu assumir sozinho a responsabilidade de armar a equipe e Cícero, mais uma vez, se limitou a tocar de lado e fazer o simples.

Pior do que errar na escalação, foi não mudar.

Claudinei fez substituições previsíveis e nada ousadas.

Sem vencer há sete jogos e próximo da zona da degola, o time alvinegro parecia satisfeito com o quarto empate seguido.

A defesa, apesar de erros seguidos nas bolas aéreas, parece se ajustar – sobretudo com boas defesas de Aranha – como os números comprovam: dois gols nos últimos quatro duelos.

No entanto, o ataque segue ineficiente. Cria, finaliza e marca muito pouco.

Além da colocação, o futebol do Santos também preocupa.

(* o texto acima foi escrito por Bruno Cassucci em seu blog, e representa exatamente o que penso sobre o jogo de ontem).