Santos 1 x 2 Botafogo - fim da invencibilidade

foto: Djalma Vassão/Gazeta Press























Primeiro tempo. O Santos começou o jogo insinuante, avassalador. Empolgando a torcida que compareceu à Vila Belmiro, o time criou no mínimo 5 chances claras de gol, e poderia ter matado o jogo ainda no começo do primeiro tempo. Mas quem não faz... toma. E o Peixe tomou, ainda antes de acabar o primeiro período.

Segundo tempo. No segundo tempo, o time fisicamente morreu. Não conseguiu criar nada de prático, e em uma jogada de desatenção, levou mais um do Botafogo. O problema não foi só físico: faltou vontade também. O gol de Cícero, somado aos 4 atacantes do Santos em campo deveria ter alavancado os ânimos da equipe, em busca do empate, mas não foi o que vimos. O time continuou apático, e perdeu para o eficiente time carioca. Era o fim da invencibilidade de 1 ano na Vila Belmiro...

Substituições. Claudinei fez o que pôde, mas os jogadores que entraram nada acrescentaram ao Time. Arouca entrou no lugar do amarelado Alison, para dar mais qualidade à saída de bola (sem sucesso). Neílton e Everton Costa entraram no ataque, mas não foram vistos em campo.

Analisando os gols. O primeiro gol decorre de um buraco na lateral direita deixado por Cícinho, enquanto no segundo gol quem falhou foi Mena, que deixou outro buraco no flanco esquerdo santista. Em resumo, ambos os gols ocorreram mais por falha santista do que por mérito botafoguense.

Análise do goleiro. Aranha não teve culpa nos dois gols, mas assustou a torcida ao espalmar bizarramente uma bola fácil no primeiro tempo.

Análise da zaga. Nas poucas oportunidades criadas pelo Botafogo, a envelhecida zaga santista não conseguiu cortar os dois cruzamentos que originaram os gols cariocas. No resto da partida, uma zaga regular.

Análise das laterais. Cicinho jogou bem, criou muitas jogadas no ataque e defendeu bem lá atrás, não deixando espaço para Rafael Marques.

Análise do meio. Vi um Cícero armador, passador, marcador e bastante consciente, um Leandrinho razoável mas extremamente perdido em campo e um Alison marcador. Renato Abreu não foi visto em campo (virou um segundo Marcos Assunção...).

Análise do ataque. Nem 4 atacantes juntos no campo foram suficientes para garantir a vitória santista. Ao final do jogo, Everton Costa, Everton Ribeiro, Neílton e Gabriel nada conseguiam criar para tentar o empate.

Chuteira de ouro. Cícero. Em mais uma atuação regular, sempre presente nas jogadas ofensivas do time, foi premiado com um golaço de fora da área.

Chuteira de prata. Cicinho. Errou bastante, mas não se omitiu no jogo. Participou de jogadas perigosas pelo flanco direito, e ajudou na marcação, roubando várias bolas. Fez a jogada do gol de Cícero, e criou diversas oportunidades no primeiro tempo para Thiago Ribeiro, que desperdiçou.

Chuteira de bronze. Thiago Ribeiro. Apesar de ter perdido no primeiro tempo o gol que daria a vantagem técnica e psicológica do Santos contra o Botafogo – abrindo espaço para uma possível vitória na Vila, Thiago fez mais uma partida regular, mostrando estar agora 100% fisicamente. No segundo tempo, era comum ver Thiago preenchendo os buracos do campo de defesa santista. Mas faltou marcar o seu gol.

Troféu perna-de-pau. Gabriel. No primeiro tempo, levou bastante perigo ao gol de Jefferson, que não se converteu em gols. No segundo tempo, perdendo o jogo, sentiu a pressão, não acertou mais nenhuma jogada, e saiu vaiado.


Notas.


Aranha. 5
Edu Dracena. 4
Durval. 4
Mena. 4
Cicinho. 6
Alison. 5,5
Renato Abreu. 0
Leandrinho. 5
Cícero. 6,5
Gabriel. 4
Thiago Ribeiro. 5,5

Claudinei Oliveira. 5