Coritiba 1 x 0 Santos - pane total

Coritiba
















Análise geral. O Santos foi totalmente dominado pelo Coritiba durante todo o jogo. Apesar de jogar fora de casa, não esperava ver o time completamente rendido ao intenso volume de jogo do Coxa.

Começando o jogo em um 4-3-3, esperava-se um Santos ofensivo e atacante. Mas não foi o que vimos. Como falei anteriormente, para esse esquema funcionar seria necessário que os pontas ajudassem na marcação, e que o time marcasse de forma compacta. E não é coincidência que o gol coritibano tenha saído justamente em uma jogada pela lateral, em gritante falha de marcação do jovem Emerson Palmieri...

Apesar dos vários problemas demonstrados na parte defensiva, foram os atacantes os principais responsáveis por não produzir nada de bom durante o jogo. Era só Everton Costa ou Willian José pegarem na bola que ela “queimava” em seus pés, voltando prontamente para o adversário. Cícero também viveu péssima noite, com erros bizonhos de passe.

Com muito espaço deixado pelos laterais santistas, que nem marcavam nem atacavam, o Coritiba fez a festa pelas laterais, abusando dos cruzamentos, sempre com bastante posse de bola e amplo domínio das ações ofensivas (problema apontado por Léo no último jogo, mas que não se resolveu hoje).

De tanto insistir, o Coxa chegou ao gol, que consagrou a vitória ao time que mais mereceu ganhar.

Analisando os gol. O gol coritibano começou em jogada armada pela esquerda da defesa santista pelo lateral Victor Ferraz, que avançou do meio de campo até quase a grande área santista sem o mínimo combate do jovem lateral Emerson, cuja falha resultaria no cruzamento rasteiro para Júlio César e gol da vitória do Coritiba, reabilitando uma equipe que não vencia há 7 rodadas.

Análise do goleiro. Depois de Alison, Aranha foi o melhor santista em campo. Salvou o time enquanto pôde, fez defesa milagrosa no final da partida, mas não evitou o indefensável gol coritibano.

Análise da zaga. A dupla de zaga não comprometeu, mas também não teve atuação excepcional. O jovem Gustavo não comprometeu.

Análise das laterais. Os laterais reservas foram diretamente responsáveis pela derrota santista. Com falhas primárias na marcação, era comum vermos Bruno Peres e Emerson sendo facilmente driblados na lateral, por onde cruzavam livremente os jogadores coritibanos, levando perigo à pequena área santista. Foi uma falha grotesca de marcação, em que Emerson “sumiu” da lateral esquerda, que possibilitou o cruzamento do também lateral Victor Ferraz para o gol de Júlio César.

Análise do meio. Alison se desdobrou no meio de campo santista, marcando e correndo por Arouca e Cícero, absolutamente apagados em campo, principalmente este último. Cícero pareceu “morto” em campo durante todo o primeiro tempo, e só voltou à “vida” no segundo tempo, quando a vaca já tinha ido pro brejo. Arouca foi regular e comum, e só.

Análise do ataque. Se os laterais foram os responsáveis pela derrota, todo o ataque santista não poderia deixar de ser responsabilizado por não buscar a vitória. Everton Costa e Willian José se mostram péssimos tecnicamente, e ontem erraram como nunca: passes, dribles, lançamentos, chutes, tudo saiu errado. O único que se salva tecnicamente é Thiago Ribeiro, que ontem também não mostrou bom futebol (obviamente atrapalhado pelos péssimos companheiros de ataque).

Substituições. Claudinei fez o que pôde com o esquema por ele montado. Colocou Neílton na vaga de Everton Costa e Giva na de Willian José, que jogaram melhor que os titulares, mas sem chegar ao gol. Pedro Castrol, colocado nos últimos minutos no lugar de Arouca, não teve tempo de atuar.

Análise tática Santos x Coritiba
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Chuteira de ouro. Alex. Mesmo machucado, distribuiu chapéus e jogou sozinho mais do que todo o time santista.

Chuteira de prata. Alison. Marcou como um leão, foi o melhor do meio campo santista, mas não conseguiu impedir a derrota santista.

Chuteira de bronze. Aranha. Fez defesa milagrosa e espetacular no final do jogo, mas quando o Santos já perdia o jogo. Além disso, salvou o time em várias oportunidades, enquanto o placar ainda beirava o 0.

Troféu perna-de-pau. Everton Costa. O ex-coritibano nada produziu de bom durante todo o tempo em que permaneceu em campo. Só correu.

Lições para o próximo jogo. Desse jogo podem ser tiradas 3 lições: a primeira, Claudinei deve trabalhar melhor taticamente o lateral Emerson, mostrando seu erro em vídeo e tentando corrigi-lo; a segunda lição é buscar um outro jogador para ser companheiro de ataque de Thiago Ribeiro, que não Everton Costa nem Willian José; a terceira lição (que um amigo são-paulino já vinha me falando) é colocar Willian José na reserva, pois saindo do banco de reservas geralmente atua bem e marca gols.  

Notas.

Aranha. 7
Edu Dracena. 4,5
Gustavo Henrique. 4,5
Bruno Peres. 3
Emerson. 2
Alison. 7
Arouca. 5,5
Cícero. 3,5
Thiago Ribeiro. 5
Everton Costa. 2
Willian José. 2

Neílton. 5,5
Giva. 5
Pedro Castro. sem nota

Claudinei Oliveira. 3

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Um comentário :

  1. Fui no jogo no Couto Pereira... realmente, essa dupla de laterais reservas não dá... Talvez Claudinei devesse ter um plano B para quando não tiver os laterais titulares; talvez jogar com três zagueiros e improvisar dois alas liberados pra atacar...

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