Náutico 1 x 5 Santos - massacre

Santos 5 x 1 Náutico


Hoje presenciamos novamente o que acontece quando um time muito superior tecnicamente enfrenta outro bastante inferior.

Uma goleada.

No mesmo contexto em que o Santos goleou o Náutico, foi goleado pelo Barcelona.

É motivo de alegria, sim, mas não se iludam: a partida de hoje não prova nada.

O Santos fez apenas a lição de casa - com extrema competência, e nada mais.

Aliás, a atuação no segundo tempo, em que o time se retraiu, ao invés de tentar atacar, buscando mais gols, preocupa.

Para julgarmos a capacidade técnica desse time, é prudente aguardarmos o desempenho no próximo jogo, contra o Corinthians, fora de casa.

Análise tática. O Santos começou jogando na formação habitual, consolidada neste Campeonato Brasileiro por Claudinei Oliveira, o 4-3-1-2, com os laterais avançando alternadamente (Cicinho sempre avançando mais do que Mena, este mais marcador), um volante de contenção (Alison), dois volantes que sobem para o jogo (Arouca e Cícero), um meia armador que quando ataca atua como um falso 9 (Montillo) e dois pontas abertos, um pela esquerda (Thiago Ribeiro) e outro pela direita (Everton Costa). Essa formação continuou até o apito final, mesmo com as substituições.

Substituições. As substituições nada mudaram a equipe taticamente, mas sim tecnicamente, para pior. Bruno Peres entrou no lugar de Cicinho e foi discreto, menos do que Renato Abreu, apagadíssimo, que tomou o lugar de Montillo. Alan Santos entraria no lugar de Arouca para fazer a mesma função, e manteve a regularidade do meio, mas sem grande destaque.

Análise dos gols. O primeiro gol santista tem o dedo de Claudinei Oliveira. Na jogada, vemos 3 jogadores santistas marcando sob pressão a saída de bola do Náutico (Montillo, Everton Costa e Thiago Ribeiro), estratégia que provocou o erro de passe do zagueiro pernambucano, parando a bola nos pés de Thiago Ribeiro, que mandou um foguete para o fundo das redes.

O segundo gol nasce de jogada individual de Cícero, que carrega a bola por quase todo o campo, e ao chegar de frente à grande área pernambucana desfere um forte chute no canto esquerdo de Ricardo Berna. 

O terceiro gol alvinegro começa em um cruzamento pela esquerda de Mena, cortado bisonhamente pelo zagueiro do Náutico, time cujo goleiro em seguida perderia a disputa da bola pelo alto (!) com Everton Costa, que testou para fazer Peixe 3 x 0.

O quarto gol santista saiu ainda no primeiro tempo, após bela jogada individual de Cicinho, que saiu driblando como quis pela direita do ataque, cortou dois zagueiros e chutou com a perna esquerda no canto direito de Ricardo Berna.

O quinto gol do Peixe saiu bem ao final do jogo, em um contra ataque rápido, em que Cícero domina a bola na frente da grande área do Timbu e manda um balaço no canto esquerdo do goleiro pernambucano.

O gol de honra do Náutico foi marcado pelo ex-santista Maikon Leite, que já havia deixado o seu na Vila Belmiro, após jogada individual pela direita do ataque e chute certeiro no ângulo direito de Aranha.

Análise do goleiro. Além de não ter nenhuma culpa no gol, foi responsável por algumas defesas difíceis que impediram a reação do Timbu no segundo tempo.

Análise da zaga. Tanto Edu quanto Gustavo jogaram sério. Passaram segurança.

Análise das laterais. Cicinho teve uma bela atuação, com bastante movimentação, e foi premiado com um bonito gol, em jogada individual. Mena, da mesma forma, teve boa atuação, sempre firme na marcação, e foi dele a jogada que resultaria no terceiro gol santista.

Análise do meio. Alison e Arouca limitaram-se a marcar, e foram bem. Em um jogo em que não havia o que ser marcado, visto que o Náutico pouco pegava na bola, Cícero apareceu como o grande destaque santista, com 2 gols, várias roubadas de bola, e presença constante na defesa e no ataque. Montillo, por sua vez, não brilhou como no último jogo, mas também marcava presença em todas as jogadas ofensivas da equipe. Saiu no início do segundo tempo, poupado para o jogo contra o arquirrival.

Análise do ataque. Thiago Ribeiro mostrou a que veio logo antes do primeiro minuto de jogo. A partir daí, redimiu-se da péssima atuação contra o Internacional, imprimindo grande volume de jogo ao ataque santista, com finalizações, passes, lançamentos e auxílio na marcação. Everton Costa, da mesma forma, teve grande atuação, marcando o seu gol. Importante destacar que a falha do zagueiro do Náutico no primeiro gol ocorreu principalmente em razão da pressão direta exercida nele por Everton Costa.

Thiago Ribeiro















Chuteira de ouro. Cícero, melhor santista em campo, destruiu o Náutico com 2 petardos de fora da área, além da grande atuação.

Chuteira de prata. Thiago Ribeiro, presença constante em todas as jogadas de ataque, e 1 gol marcado.

Chuteira de bronze. Everton Costa, tanto pelo terceiro gol como pela correta marcação que resultaria no primeiro gol santista.

Troféu perna-de-pau. Renato Abreu. Entrou no lugar de Montillo e nada fez para justificar a renovação de contrato para 2014.

Lição para o próximo jogo. Quando estiver ganhando, continuar partindo para cima, buscando mais gols, evitando assim ser pressionado pelo adversário (exatamente como faz o Barcelona, time o qual nunca recua quando está ganhando).

Notas.

Aranha. 7
Edu Dracena. 6,5
Gustavo Henrique. 6,5
Cicinho. 7
Mena. 6,5
Alison. 6
Arouca. 6
Cícero. 9,5
Montillo. 7
Thiago Ribeiro. 8
Everton Costa. 7,5

Bruno Peres. 5
Alan Santos. 5
Renato Abreu. 0

Claudinei Oliveira. 8

Comente!

2 comentários :

  1. Não concordo com a avaliação sobre o Abreu. Pra ser sincero, também não achei uma boa contratação, até pela idade avançada, mas no jogo de ontem achei que ele cumpriu bem o que, me parece, era o que o Claudinei queria dele: cadenciar o jogo. Se pensarmos nele como substituto do Montillo, sem mudança de função tática, realmente ele foi mal. Mas se for ver bem, ele jogou mais recuado, cadenciando, e a qualidade do passe dele é boa. Acho mais válida a crítica ao Claudinei por mudar a postura do time no segundo tempo; o Abreu só obedeceu.

    ResponderExcluir
  2. Agradeço o comentário! O Renato Abreu realmente entrou e cadenciou o jogo, mas, na minha opinião, em um momento em que o Náutico estava mais fragilizado e que o Santos poderia aproveitar para fazer mais gols em contra-ataques. Você falando agora, me levou a pensar que talvez esteja certo. O erro foi de Claudinei, não de Abreu (que, apesar disso, não vem jogando o que eu esperava dele).

    ResponderExcluir