Portuguesa 3 x 0 Santos - fora o baile

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Análise tática. O Santos iniciou o jogo em um 4-2-2-2, previamente descrito no aquecimento.

Com a lesão de Renê Júnior, Claudinei, já perdendo por 1 x 0, colocou Everton Costa, que NADA acrescentou ao time, além de perder um pouco o meio campo.

Em seguida, já perdendo por 2 x 0, sacou Leandrinho e colocou Léo, perdendo de vez o meio de campo para a Lusa, que já dominava o jogo passou a massacrar o time alvinegro, com altíssima posse de bola.

No final, Willian José saiu para a entrada de Giva, que, com pouco tempo em campo, nada acrescentou.

Ainda que com poucas opções no banco em razão das lesões, excursão e convocação para as seleções de base, Claudinei pôs tudo a perder quando dizimou o meio de campo santista.

Analisando os gols. No primeiro gol, o ótimo lateral Luís Ricardo toma a bola de Thiago Ribeiro, faz fila em toda a defesa santista e marca seu gol com facilidade.

No segundo gol, Gustavo Henrique se coloca à frente para montar uma linha de impedimento, que deixaria Gilberto em posição irregular, mas Cicinho não acompanha o raciocínio do defensor e acaba deixando Gilberto livre para receber a bola, para depois protagonizar com ele um lance bizarro, em um dupla furada de bola sensacional com Vladimir, que deixaria Gilberto com o gol livre para finalizar. Lance de várzea.

O terceiro gol da Portuguesa se origina de um pênalti infantil, irresponsável e  totalmente desnecessário do péssimo goleiro Vladimir, diretamente responsável pela derrota santista. Na cobrança, não foi capaz de se redimir de sua falha.

Análise do goleiro. Vladimir viveu sua pior atuação com a camisa do Santos. Saiu atabalhoado no lance do segundo gol e cometeu um pênalti infantil no lance que originaria o terceiro gol da Portuguesa. Já com 24 anos, mostra porque perdeu a posição para Rafael, mais novo e mais baixo em altura que ele. Não é goleiro para o Santos Futebol Clube.

Análise da zaga. Edu Dracena atuou de forma regular, mas o garoto Gustavo Henrique sentiu bastante o jogo. O companheiro de Dracena errou muitos passes, cometeu faltas precipitadas, e estava visivelmente nervoso e abalado após o primeiro gol da Portuguesa.

Análise das laterais. Cicinho protagonizou um lance bizonho na vexatória furada de bola em conjunto com o goleiro Vladimir, no segundo gol da Portuguesa. No lançamento para esse gol, podemos observar que Cicinho não percebe a linha de impedimento armada por Gustavo Henrique, e acaba dando condições para Gilberto correr livre em direção à bola. Cicinho fez péssima partida, enquanto Mena, que desfalcará o Santos nas próximas 3 rodadas, foi apenas regular.

Análise do meio. Totalmente envolvido pelo enorme volume ofensivo da Portuguesa, Arouca, René Júnior, Cícero e Leandrinho não marcaram nem jogaram. Foram peças nulas no meio campo santista.

Análise do ataque. O sistema ofensivo santista nada produziu. Sem jogo coletivo e não-auxiliados por jogadores-armadores, Thiago Ribeiro e Willian José pouco pegaram na bola.

Chuteira de ouro. Gilberto. Aproveitou-se das seguidas falhas da defesa santista para marcar dois gols.

Chuteira de prata. Guto Ferreira. Com um orçamento baixo, treinou e escalou um time que deu um baile de bola no caro time do Santos. Se na quarta Claudinei deu um nó tático em Muricy, hoje tomou um de Guto Ferreira.

Chuteira de bronze. Jogo coletivo da Portuguesa. Um time formado por jogadores veteranos e renegados soube atuar bem coletivamente, sempre com a bola no chão, sem apelar para o chuveirinho, com jogadores velozes, dribladores e solidários.

Troféu perna-de-pau. Vladimir. Falhou nos dois últimos gols da Portuguesa, em um saída de gol estabanada e cometendo um pênalti infantil. Está explicado por que Rafael, mais novo e mais baixo, era titular. Não é goleiro para o Santos Futebol Clube.

VladimirNotas.

Vladimir. 0
Edu Dracena. 4,5
Gustavo Henrique. 3
Cicinho. 2
Mena. 5,5
Renê Júnior. 3,5
Arouca. 4,5
Cícero. 3,5
Leandrinho. 4,5
Thiago Ribeiro. 4,5
William José. 3,5

Everton Costa. 1
Léo. 4
Giva. sem nota