Santos para 2014: sem ídolos, sem títulos e sem dinheiro

Santos para 2014


Em 2013, uma nuvem negra pairou sobre a Vila Belmiro.

Passamos o maior vexame internacional de nossa história, humilhados pelo Barcelona.

Neymar, nosso ídolo, se foi antes da hora.

Robinho se recusou a voltar ao Peixe: pediu alto, a diretoria ofereceu baixo, e não houve acordo.

Mas não só os ídolos se foram (ou não voltaram).

Os títulos também.

Do time de “2 títulos por ano”, passamos para um sem títulos e sem Libertadores.

Como se não pudesse piorar, o dinheiro também secou.

Sem Neymar, a incompetente diretoria pediu alto e não conseguiu o patrocínio-master, essencial para trazer subsídios para contratações de qualidade.

Com a saída de Neymar, a partir de 2014 receberemos R$ 10 milhões a menos da Globo.

O que sobra para o próximo ano?

Na ponta do lápis: R$ 8,6 milhões.

Destes, R$ 3,6 milhões saem dos bolsos do clube.

Os R$ 5 milhões restantes vêm da Teisa, que pretende até o próximo ano arrecadar mais R$ 5 milhões para investir no Peixe.

Nomes para 2014? Pouquíssimos: Vargas, Marlone, Bruno César e Diego

Essa é a infeliz previsão do Santos para 2014.

A boa notícia? Temos uma base!

Temos Aranha!

Temos Edu Dracena e Gustavo Henrique!

Temos Cicinho e Mena!

Temos Alison, Arouca e Cícero!

Temos Montillo!

Temos Thiago Ribeiro!

O que falta?

Um atacante titular de peso.

Um meia titular de peso.

Um lateral-esquerdo reserva.

Um goleiro reserva.

E só.

Com inteligência e criatividade, a diretoria pode, sim, fazer mágica com R$ 8,6 milhões.

Desde que, claro, não gaste tudo na contratação de um só jogador.

E que comece o planejamento trazendo um técnico com o perfil de Dado Cavalcanti.

As cartas estão na mesa.

Basta saber jogar.