Vasco 2 x 2 Santos - adeus Libertadores

Derrota para o Vasco


Análise tática. O Santos iniciou o jogo no esquema de sempre de Claudinei: 4-3-1-2, com três volantes (Alison, Arouca e Cícero), um meia armador atuando como falso 9 (Montillo) e dois pontas abertos, um pela esquerda (Willian José) e outro pela direita (Geuvânio), sendo que o primeiro poderia se deslocar para a função de centroavante.

Com a entrada de Alan Santos, Claudinei congestionou o meio, deixando o time em uma espécie de 4-4-2, com duas linhas defensivas e apenas Montillo e Geuvânio à frente.

Os gols santistas saíram de uma jogada individual (Bruno Peres) e o outro de uma bola parada (Montillo e Gustavo Henrique).

Analisando os gols. No primeiro gol santista, após cobrança de falta, Bruno Peres, em bela jogada individual, avança sozinho até a meia lua da grande área e chute com firmeza, de perna esquerda, para abrir o placar.

O segundo gol santista sai a partir de cobrança de falta de Montillo na cabeça de Gustavo Henrique.

O primeiro gol vascaíno surge a partir de um lançamento despretensioso na grande área santista. A bola em seguida seria muito mal cortada por Edu Dracena, sobrando nos pés de um jogador vascaíno, que não desperdiçou: Vasco 1 x 2 Santos.

O segundo gol vascaíno sai após mais uma falha grotesca de Edu Dracena: todos os jogadores de defesa do Santos saíram em cima de um jogador vascaíno para cortar a jogada de ataque, deixando propositadamente o atacante André impedido. Mas Edu Dracena não entendeu, e ficou para trás, deixando André livre para receber.

Análise do goleiro. Aranha foi o melhor santista na partida, novamente, infelizmente. Evitou uma goleada do Vasco no segundo tempo.

Análise da zaga. Gustavo Henrique foi seguro na maior parte do tempo, e Edu Dracena falhou debilmente nos dois gols vascaínos.

Análise das laterais. Bruno Peres foi o grande destaque do time, com intensa participação ofensiva e um belo gol inaugural. Eugenio Mena se esforçou, mas foi apenas regular.

Análise do meio. Alison não mostrou o mesmo futebol da partida anterior, cometendo muitas faltas e desarmando pouco. Arouca e Cícero não se destacaram. Montillo, no entanto, foi a boa notícia: demonstrou muita vontade, correu bastante e por vezes parecia jogar sozinho lá na frente. De tanto participar, acabou saindo de seus pés o lançamento para o segundo gol santista.

Análise do ataque. Geuvânio era para ter saído como o herói santista. Saiu como vilão, após fazer grande jogada e, no momento da conclusão, pensar mais em si do que no time. Mas mostrou boa técnica, boa movimentação, e parece ser melhor alternativa que Everton Costa e Willian José para ser parceiro de ataque de Thiago Ribeiro. Willian José que, aliás, ontem errou tudo o que tentou, se atrapalhou com a bola, levou cartão amarelo e barbarizou negativamente.

Substituições. Claudinei dessa vez errou feio na substituição. Com o Santos vencendo por 2 x 1, Claudinei “Muricyzou”: tirou um atacante (Willian José) e colocou um volante (Alan Santos). O resultado todos sabemos: o Vasco aumentou a pressão até marcar o gol de empate.

Chuteira de ouro. Aranha. Salvou o Santos de ser goleado no segundo tempo.

Chuteira de prata. Bruno Peres. Participou intensamente das jogadas ofensivas, e foi premiado com um belo gol, inaugurando o placar.

Chuteira de bronze. Montillo. Demonstrou que está recuperado de sua lesão, correndo bastante, jogando “sozinho” e armando com eficiência, o que lhe rendeu uma assistência na partida. Mas de que adianta armar bem se seus parceiros de ataque são Willian José e o egoísta Geuvânio?

Troféu perna-de-pau. Edu Dracena. Falhou infantilmente nos dois gols vascaínos.

Palavra do treinador. “É um jogo que empatamos, com o Maracanã lotado, mas a sensação é de que tomamos uma goleada, de três, quatro... Esse é o estado de espírito. Tivemos chances, fizemos um, dois, e tentamos fazer mais. Sofremos um gol em uma bola desviada. Às vezes, optamos pela coisa errada e perdemos as chances de matar o jogo. Não é hora de transferir responsabilidade, mas era um jogo para vencer com tranquilidade. Se formos olhar os outros jogos fora de casa, tirando o Náutico, que vencemos, foi o que tivemos mais chances. Contra o Inter, que vencemos, foi muito mais difícil. Lamentamos, mas não tem como voltar. Não fizemos os gols e sabíamos que o Vasco viria para cima. Temos que dar os méritos. O Vasco ia apostar na bola parada, na vontade, no ímpeto. Tínhamos que ganhar cinco jogos de seis. Agora, temos que ganhar os cinco.”

Notas.

Aranha. 8,5
Edu Dracena. 1
Gustavo Henrique. 7
Bruno Peres. 8
Eugenio Mena. 5
Alison. 4
Arouca. 4
Cícero. 4,5
Montillo. 7
Geuvânio. 6
Willian José. 3

Alan Santos. 4