Santos e Doyen Sports: quem paga a conta?



















Sem rodeios: o Santos pagará a conta...

O clube pagará o valor integral e corrigido de todos os jogadores contratados com a "ajuda" do grupo Doyen Sports, liderado por Renato Duprat.

Leandro Damião é o melhor exemplo de como funcionará a "parceria".

O Santos demonstrou interesse em contratá-lo.

Conversou com o Internacional, e fechou a contratação, pelo valor de R$ 42 milhões (contratação mais cara da história do futebol brasileiro).

A Doyen Sports, então, emprestou o dinheiro ao Santos, que firmou com Damião um contrato de 5 anos, obtendo 100% dos direitos econômicos sobre o atleta.

Durante esses 5 anos, o Peixe precisará devolver ao Doyen os R$ 42 milhões emprestados, com juros de 10% ao ano.

Ou seja, a diretoria santista terá de pagar ao Doyen, ao final do contrato, um valor superior a R$ 60 milhões.

Por exemplo, caso Damião seja vendido em 2015, o clube precisará pagar 14,3 milhões de euros ao fundo (13 milhões de euros mais os 10% de juros anuais).

Caso o comprador pague mais do que esse valor, o Santos ficará com 100% do lucro.

A cada ano que passa, no entanto, a dívida cresce.

Essa devolução de valores ocorrerá somente por meio da revenda de Damião, que pode ou não acontecer, dependendo do desempenho do atleta em campo e do interesse de outros clubes em seu futebol.

Por isso o negócio com a Doyen é arriscadíssimo.

Pois, caso o Santos não consiga quitar a dívida, poderá ter seus bens penhorados, inclusive a Vila Belmiro.

O negócio com Damião foi péssimo, pois o jogador estava em baixa no clube, inclusive amargando a reserva em alguns jogos.

Ninguém em sã consciência pagaria 13 milhões de euros (42 milhões de reais) por um jogador assim.

Mas o Santos, e não a Doyen, pagou.

E agora terá de arcar com as consequências, que recairão sobre a próxima gestão.

E pior: novo negócio nos mesmos moldes está sendo costurado com o jogador Lucas Lima, do Internacional, que disputou a Série B pelo Sport, cujos valores da negociação são completamente desconhecidos pela imprensa.

Como bem resumiu Orlando Rollo, presidente da Terceira Via Santista, um dos grupos de oposição à atual diretoria:

- Pelo que analisamos, esse tipo de parceria é extremamente nociva ao clube, diferentemente de outros tipos que poderia ter sido feitos. Analisamos, inclusive, que é uma parceria imoral, que coloca a faca no pescoço do Santos. Além dos valores serem elevados e de constarem juros no contrato, o Damião, hoje, é uma incógnita.

Questionou-se recentemente também o salário que Damião receberá na Vila, ventilado entre R$ 400 mil e R$ 500 mil mensais.

Em resumo, UM PÉSSIMO NEGÓCIO PARA O SANTOS.


De onde vem o dinheiro da Doyen?


Renato Duprat Doyen Sports e Santos












Ninguém sabe ao certo.

Renato Duprat, proprietário da Doyen Sports, e também dono da Unicór, empresa de planos de saúde que patrocinou o Santos nos anos 90, deixou no clube R$ 1,2 milhão em dívidas, segundo relatório da CPI do Futebol.

Além disso, Duprat também intermediou a obscura parceria entre Corinthians e MSI, que terminou em 2007 com denúncia do Ministério Público e pedido de prisão de seu presidente, Kia Joorabchian.

Mas, afinal, de onde vêm tanto dinheiro?

Ninguém sabe ao certo.

Sabemos que a Doyen Sports é sediada em Malta e tem como diretor Claudio Tonolla, sócio de 3 empresas com sede no Panamá, cujo tesoureiro é Andrew Cefai, diretor da empresa Credence, que atua na montagem e administração de empresas de jogos online, cujo diretor é o próprio Tonolla.

De acordo com a reportagem do site Impedimento, a empresa Credence é estabelecida no mesmo endereço da Doyen Spors e da Win Bets Ltd, empresa que tem registrado o domínio de um buscador de casas de apostas.

Por outro lado, a Doyen também atua na administração da carreira de vários jogadores, dentre eles Neymar, com quem possuem acordo de direitos de imagem.

Sobre a Doyen, afirmou o presidente santista Odílio Rodrigues:

– Esse histórico é com ele (Duprat), não conosco. O Renato trabalha para a Doyen em São Paulo. Nós temos um relacionamento bom, tanto com Renato como com o Nelio (Lucas), que é CEO da Doyen, com quem a gente estabelece relação. O Santos tem a parceria com aprovação do jurídico e do Comitê de Gestão. É um fundo parceiro.

Um fundo parceiro?

Será mesmo?

Só o tempo dirá (e as dívidas...).