Análise Tática: o Santos de Oswaldo de Oliveira

Santos de Oswaldo de Oliveira
foto: divulgação/Santos FC


Conforme eu havia imaginado em dezembro de 2013, quando o Santos confirmou a contratação de Oswaldo de Oliveira, o treinador não mudará suas convicções táticas.

Durante 2 anos, o treinador utilizou no Botafogo o esquema 4-2-3-1.

O time funcionava da seguinte forma:
- 1 volante mais preso e outro liberado para atacar.
- 1 meia armador central (Seedorf)
- 1 meia aberto pela esquerda
- 1 meia aberto pela direita
- 1 centroavante (Rafael Marques)

Ao atacar, todos os meias e o centroavante participavam, em um total de 4 jogadores.

Os laterais pouco subiam para apoiar.

Nas jogadas ofensivas, Oswaldo priorizava a frequente troca de posições entre os atletas, na qual os meias e o centroavante revezavam-se em suas posições para confundir a marcação adversária, facilitando o ataque.

Botafogo de Oswaldo de Oliveira1

Ao defender, o Botafogo se montava no 4-4-1-1, em que os meias abertos pelas pontas voltavam, para compor a segunda linha de 4 com os volantes, e um meia central ficando à espera da sobra, juntamente com o centroavante, mais adiantado, para armar contra ataques.

Botafogo de Oswaldo de Oliveira2

À frente do Santos, mantendo suas convicções, Oswaldo deverá continuar mantendo o esquema 4-2-3-1, postando o time da seguinte forma - quando todos os titulares estiverem disponíveis:

Oswaldo de Oliveira tática no Santos FC
Este é o Santos ideal e titular de Oswaldo de Oliveira, com todos os jogadores em plenas condições físicas.

Os laterais com função mais defensiva que ofensiva, mas eventualmente se aventurando no ataque.

Um volante fixo cuja função essencial é a marcação (Alison) e outro volante móvel, responsável pela transição inicial da defesa para o meio-de-campo (Arouca).

Um meia pela direita (Geuvânio), outro pela esquerda (Thiago Ribeiro), um meia armador (Cícero) e um centroavante não fixo (Leandro Damião) completam a linha ofensiva.

Defensivamente, prioriza-se a bola nos pés e a atuação em linha, provocando o impedimento nos atacantes rivais.

Ofensivamente, Oswaldo trabalha a troca intensa de posições entre os 4 últimos jogadores do meio para frente, confundindo a defesa e dando mobilidade ao ataque.

A bola parada e os cruzamentos na área não são a praia de Oswaldo, mas sim a constante troca de passes, infiltrações e lançamentos em profundidade.

É desta forma que atuará o Santos de Oswaldo de Oliveira.

Aliás, um belo time, não?

Como reservas imediatos temos Vladimir (Gabriel Gasparotto seria melhor opção), Neto, Jubal, Bruno Peres e Emerson, Alan Santos, Leandrinho, Lucas Lima, Geuvânio e Diego Cardoso; Gagibol (Giva).

O time titular é muito bom!

Resta saber se o Santos terá elenco para aguentar todo o Campeonato Brasileiro.

Agora, com os R$ 24 milhões da venda de Montillo, a diretoria deverá ir ao mercado em busca de um novo camisa 10.

Para reforçar um Santos bastante fortalecido pelas categorias de base.

A conquista do Campeonato Paulista se torna cada dia mais próxima.

Avante Peixe!