Leandro Damião e a placa no pescoço*



Leandro Damião, enfim, estreará pelo Santos.

Por isso, reproduzirei no blog o excelente post do jornalista Bruno Cassuci em sua coluna no Lance!Net sobre como o centroavante entrará em campo amanhã e em todos os jogos do Peixe até ser vendido.

O artigo segue abaixo:

Leandro Damião e a placa no pescoço

Leandro Damião jogará com a placa “vende-se” no pescoço. 

Não literalmente, é claro. 

Mas o arriscadíssimo e ambicioso negócio que o Santos fez ao contratá-lo deixa a conclusão de que, apesar de ser um grande reforço, quanto antes for vendido, melhor.

Fora da estreia no Paulistão por não estar regularizado na CBF, o atacante recebe uma pressão muda na Vila Belmiro. 

Ou seja, ninguém fala nada a ele, mas espera-se que renda o futebol esperado por todos o mais rápido possível, para que volte a chamar a atenção dos gringos.

Afinal, o Peixe terá de pagar os R$ 42 milhões de qualquer jeito. 

E, além dele, juros de 10% ao ano. 

Se segurá-lo até o fim do contrato de cinco anos, a bola de neve chegará a R$ 60 milhões, valor impossível de se arcar.

Por isso, a venda tem de ser a mais imediata possível.

No mundo ideal, Damião vinga no Paulistão e no Brasileirão e, caso obtenha a vaga na Libertadores, o Peixe o negocie assim que terminar a competição sul-americana de 2015.

Já na prática, na primeira proposta superior aos 12 milhões de euros pagos pela Doyen Sports, o clube se verá pressionado a vendê-lo. 

Afinal, ele tem mercado. 

Em agosto de 2013, o Zenit ofereceu 25 milhões de euros. 

O Inter deve lamentar até hoje.

Odílio Rodrigues, em seu último ano de mandato (que pertence a Luis Álvaro, afastado por problemas de saúde) e o Comitê de Gestão ousaram. 

Colocaram contas futuras em risco. 

Mas trouxeram um atacante que, se dependesse apenas dos recursos do clube praiano, nunca vestiria a 9 do Santos.

A matemática, ainda assim, assusta muito. 

É exatamente por isso que Damião terá um prazo de validade bem mais curto do que os cinco anos de contrato.