Penapolense 4 x 1 Santos - derrota necessária

Penapolense vence Santos


Sem paciência para comentar o jogo de ontem, busquei em blogs santistas as melhores palavras para expressar o sentimento do torcedor santista com a derrota para o clube de Penápolis.

E encontrei, como esperado, no excelente blog do jornalista Odir Cunha.

Mas antes de reproduzir o texto, deixo algumas impressões minhas sobre o jogo de ontem:
1) O Santos parecia não estar treinado para jogar com um jogador a menos, fato que o próprio Oswaldo de Oliveira confirmou em coletiva após o jogo.
2) No segundo gol do Penapolense o atacante estava em posição irregular.
3) No segundo tempo, quando o Santos perdia, criaram-se algumas boas oportunidades, mas que não resultaram em gol. O time não foi um completo desastre.
4) A expulsão do zagueiro Gustavo Henrique foi determinante na derrota.
5) Leandro Damião = artilheiro ou perna de pau? Até agora, só fez cagada e não mostrou nenhuma habilidade com a bola (sem a bola cometeu pênalti...). Por essas e outras confirmo meu pensamento de que a compra de Damião é o pior negócio da história do futebol brasileiro.
6) A derrota foi necessária pare evitar o "oba-oba" que estava tomando conta dos jogadores. Vale lembrar que uma derrota traz mais amadurecimento que uma vitória.

O texto, publicado no Blog do Odir, é reproduzido abaixo:


Uma derrota para se lembrar (por Odir Cunha)

Dizem que derrotas miseráveis, como esta que o Santos sofreu para o Penapolense, devem ser esquecidas. Eu já acho que não. Se os erros são esquecidos, voltam a ser cometidos. E se voltar a jogar assim, este Santos não só não brigará por título algum, como decepcionará aqueles que julgavam estar vendo nascer mais um Alvinegro Praiano digno de sua história.

O primeiro grande problema está retratado nesta enquete que o blog mantém aí do lado direito. Veja que 52% dos santistas pediam – e ainda pedem, mas agora inutilmente – que a diretoria desfizesse a compra do passe de Leandro Damião. E a torcida do Santos, em sua maioria, é sábia. Ela já está calejada com negócios mal feitos e percebe de longe quando os homens que dirigem o clube vão fazer mais um.

Uma presidência que não consegue fechar com patrocinador máster, deveria ter a hombridade de não fazer uma dívida de 42 milhões de reais, que será paga pela presidência que a suceder. E, pior ainda, jamais deveria comprometer as finanças já combalidas do clube para trazer um jogador que, qualquer um que enxergue um centímetro de futebol sabe, não tem habilidade, não irá para a Copa e não vale nem 20% do que foi pago por ele. Ou seja, é prejuízo líquido e certo (é claro que eu quero queimar a língua, mas, infelizmente, temo que isso não ocorrerá).

Com Damião, que não tem culpa alguma da incompetência dos dirigentes santistas, o Santos voltou a ser um time previsível, mais lento, que vive jogando a bola na área na esperança de que o novo contratado empurre umazinha para dentro do gol. A jogada de velocidade acabou, os dribles escassearam, com exceção dos que partem dos pés de Geuvânio.

O bom e aguerrido Penapolense, do santista Narciso, entrou disposto a diminuir os espaços e se aproveitar dos erros do Santos. Deu certo. No primeiro erro grave, Leandro Damião, atuando como zagueiro, cometeu pênalti infantil (o que um atacante de 42 milhões faz jogando como beque contra o Penapolense?!). No segundo, Thiago Ribeiro tropeçou na bola ao puxar o contra-ataque e deixou a defesa do Santos com as calças na mão.

Não fossem esses erros, provavelmente o resultado seria outro, pois o Penapolense não teria espaço para seus contra-ataques, mas a verdade é que essa foi uma boa derrota, pois ensinou muito mais do que uma vitória inconvincente faria.

Os laterais Cicinho e Mena apoiaram e defenderam mal, principalmente o primeiro, que abusou do direito de errar (acho que os laterais que atuaram na Copinha merecem a oportunidade de treinar com o time principal). Cícero rebolou mais que a rainha da bateria da X9. Thiago Ribeiro foi nulo, assim como o caríssimo Damião. Até nosso querido Gustavo Henrique dessa vez jogou mais deitado do que em pé e, devido aos carrinhos, acabou expulso.

No meio, Alan Santos apareceu mais do que Arouca, que sumiu. Aranha, de defesas tão seguras em outros jogos, parece que desta vez tinha patas a menos. Oswaldo Oliveira demorou muito para mexer no time. Cicinho, Cícero e Thiago Ribeiro, ou Leandro Damião, deveriam ser substituídos no máximo aos 15 minutos do segundo tempo.

Concordo que a arbitragem não viu impedimento no segundo gol do Penapolense, mas viu em uma jogada legal, em que Neto sairia livre na frente do gol.

Concordo também que Muller é o pior comentarista do mundo para ser escalado em jogos do Santos, pois passa o tempo todo dizendo como o adversário deve fazer para ganhar e acha que todas as marcações da arbitragem devem ser contra o Santos. Ele devia pensar que estava falando apenas para a enorme torcida do Penapolense em todo o Brasil. Que coisa horrível que é o Muller como comentarista! Parece que o fracasso lhe subiu à cabeça.

O Campeonato Paulista é a competição ideal para renovar a equipe, testar garotos, montar um time jovem, ousado e competitivo. Porém, mais uma vez caminhando contra a lógica e contra a vontade da maioria dos santistas, a diretoria do Santos, agora presidida pelo sr. Odílio Rodrigues – que deve entender de medicina, mas de futebol não manja bulhufas – investe o que o clube não tem em Leandro Damião e deixa o técnico Oswaldo de Oliveira numa saia justa tremenda. Como deixar no banco um bond…., quero dizer, um centroavante, tão caro?

Pelo jeito, aqueles dois 5 x 1 seguidos ficarão na nossa memória como lembranças de um time que poderia ter sido, mas não será mais. Quando o marketing escalou Leandro Damião, matou o espírito daquela equipe. Agora quero ver como o clube vai se livrar desse mico.