A goleada e Vladimir

Santos vence Oeste


Golear é sempre bom.

Ainda mais para um clube de características historicamente ofensivas, com o Santos.

Ontem, o jogo se resumiu à goleada e Vladimir.

A goleada surgiu naturalmente com o time bem montado por Oswaldo de Oliveira, que nunca muda sua forma de jogar, sempre no moderno 4-2-3-1, trazido ao Brasil por, pasmem, Mano Menezes.

O time claramente sofre defensivamente, mas é o risco que está disposto a correr ao atuar em um esquema tão ofensivo.

O placar foi aberto para o Peixe em um cruzamento certeiro de Emerson, a jovem promessa da lateral-esquerda, no ombro (!!!) de Leandro Damião.

Damião que, estabanado, consegue aos trancos e barrancos marcar seus gols.

Damião não é técnico, é trombador, raçudo, derrubador.

Não vale R$ 42 milhões nem aqui nem na China.

Mas voltemos ao jogo.

Thiago Ribeiro marcaria o segundo gol santista antes dos 15 do segundo tempo, após bom cruzamento do irregular Bruno Peres.

O lateral-direito santista, aliás, compensou sua péssima atuação defensiva com muita vontade e velocidade nas jogadas de ataque (mas o buraco lá atrás continua).

A zaga santista se manteve firme e sem erros graves até o final do jogo.

Neto e Jubal vêm segurando bem a bronca na ausência de Edu Dracena e Gustavo Henrique.

Mas o Santos ainda precisa contratar um zagueiro.

Afinal, se um deles estiver suspenso ou se machucar, quem entrará no lugar?

David Braz!? Nãoooo!!!

Arouca fez partida firme e regular.

Cícero brilhou em sua habitual liderança e calma nas distribuições de bola.

Cícero, hoje, é indispensável a esse time, como bem frisou Oswaldo.

São 30 do segundo tempo, e Thiago Ribeiro marca mais um, após escanteio cobrado por Lucas Lima (se não me engano).

Aos 37 da etapa final, o mesmo Thiago Ribeiro fecharia a partida com uma atuação de ouro, ao aplicar o drible da vaca no zagueiro do Oeste, avançar em direção à área e rolar para Diego Cardoso, a jovem promessa da base santista de 20 anos, pintar o quatro.

Thiago brilhou, mas Lucas Lima também não ficou para trás, mostrando qualidade nos passes, inversões de bola, lançamentos e na bola parada.

Gabigol, por outro lado, não fosse o belo chapéu no meio-do-campo no final da partida, sequer seria notado em campo.

Palmas ainda para Zé Carlos, o jovem lateral-esquerdo que substituiu Emerson na segunda etapa e mostrou qualidade.

Serginho também entrou e não decepcionou: muita movimentação, vontade e qualidade com a bola nos pés, apesar do natural nervosismo de estrear com a camisa do Peixe.

As palmas maiores devem ser direcionadas para Oswaldo de Oliveira, que, mesmo com meio time desfalcado (Aranha, Edu Dracena, Gustavo Henrique, Cicinho, Mena, Geuvânio), conseguiu uma goleada convincente na Vila Belmiro.

Mais do que isso: soube trabalhar com os garotos da base, sem queimá-los, ao colocá-los no meio de um jogo fácil para brilharem e pegarem confiança.

Confiança que até agora Vladimir não transmite.

O goleiro santista fazia uma partida normal, sem erros, até o último lance do jogo: a falta.

Vladimir sequer pulou para tentar agarrar a pelota, que passou não tão rápida na frente de seus olhos.

Definitivamente, Vladimir não tem capacidade técnica para ser goleiro titular do Santos FC.

Quando Aranha estiver machucado ou suspenso, valeria a pena escalar Gabriel Gasparotto, goleiro melhor tecnicamente e muito mais seguro que Vladimir.

Em uma análise geral, o Santos continua na primeira posição geral, com o melhor ataque da competição disparado.

Se o campeonato terminasse hoje, o Santos seria campeão.

Nos 2 anos em que comandou o Botafogo, Oswaldo de Oliveira conquistou 2 Campeonatos Cariocas.

Campeonato estadual é com ele.

E com o Santos.

O clube pode se tornar, pela 21ª vez, campeão estadual.

O time joga um futebol fácil, leve, de toques curtos, pelo chão.

Dá gosto de ver.

O sonho fica cada vez mais próximo de se tornar realidade...

PS: como é BOM ver o Santos jogando de BRANCO! Abaixo à camisa amarela!