Como a Doyen pode quebrar o Santos FC

Doyen Sports pode quebrar o Santos FC

São grandes as chances da Doyen Sports de Renato Duprat quebrar financeiramente o Santos Futebol Clube nos próximos anos, se todas as nossas contratações continuarem dependendo do aporte financeiro da empresa.

Ao contratar mal jogadores a um preço altíssimo (vide Leandro Damião), a empresa já compromete totalmente o fluxo de caixa do clube, que nem dinheiro para pagar os salários em dia tem.

Mesmo se contratasse bem, seria prejudicial ao clube, por trazer atletas dos quais o clube não pode pagar.

Lembremos que a empresa de Duprat trabalha como um banco, isto é, apenas empresta dinheiro ao Santos, a juros altíssimos, para que o clube possa contratar algum jogador.

Em um futuro próximo, o Santos terá, necessariamente, que se virar para arrumar dinheiro para pagar a Doyen, caso os atletas trazidos não rendam o esperado e não sejam revendidos pelos valores propostos.

Para entendermos melhor o prejuízo que a Doyen, mesmo contratando corretamente, pode trazer ao Santos, basta ver os casos da MSI do mesmo Duprat no Corinthians campeão brasileiro de 2005 e rebaixado em 2007 e da Parmalat no Palmeiras, que lhes rendeu muitos títulos, mas depois 2 rebaixamentos.

Em 2005, o Corinthians campeão jogava com Fábio Costa, Betão, Sebá, Gustavo Nery, Eduardo Ratinho, Mascherano, Marcelo Mattos, Roger, Carlos Alberto, Tevez e Nilmar.

Após vencer o Brasileiro daquele ano (roubado escandalosamente do Internacional), a MSI vendeu todos os bons jogadores e quebrou o time, que acabaria rebaixado em 2007 com os seguintes jogadores:

Felipe, Betão, Zelão, Fábio Ferreira, Vampeta, Moradei, Carlos Alberto, Bruno Octávio, Éverton Ribeiro, Lulinha e Finazzi.

O time se desfez, o clube entrou em crise e foi rebaixado.

Exatamente o mesmo que a Parmalat fez com o Palmeiras de 1992 a 2000.

Durante esse tempo, a Parmalat surgiu como uma empresa disposta a bancar todas as contratações do clube alviverde, e prometeu (e cumpriu) a montagem de supertimes.

Com isso, o Palmeiras viveu tempos de glória com Marcos, Velloso, Antônio Carlos, Roque Júnior, Júnior Baiano, Roberto Carlos, Cafu, César Sampaio, Djalminha, Zinho, Rivaldo, Luisão, Evair, Edmundo, Edílson, Viola, Muller, Oséas e Paulo Nunes.

Tantos timaços e títulos naquela época foram pagos com um alto preço: dois rebaixamentos nos anos seguintes.

Exatamente 2 anos após o desfazimento da "parceria" - assim como o Corinthians de 2005 rebaixado em 2007 - o time palmeirense de 2002 acabou rebaixado sem nenhum craque: Sérgio, Arce (exceto este), Alexandre, César, Rubens Cardoso, Paulo Assunção, Flávio, Juninho, Zinho, Dário Muñoz e Nenê.

Em 2012, devido à continuidade das péssimas contratações, o Palmeiras foi novamente rebaixado.

O sinal amarelo já está aceso na Vila Belmiro, depois da publicação do balancete, que mostrou um aumento da dívida santista em R$ 40 milhões de reais, além de prever um déficit para 2014.

Renato Duprat já quebrou o Corinthians uma vez.

Que os dirigentes alvinegros abram o olho para que não quebre o Santos!

Pois é o que está se materializando, toda vez que o clube pede para a Doyen trazer um jogador que o clube não tem condições financeiras de contratar, como Leandro Damião (e mesmo Lucas Lima, apesar de mais barato).

Com a Doyen de Duprat, todo cuidado é pouco...

PS: minutos após a publicação deste artigo, o Globoesporte publicou a matéria "Em Crise Financeira o Peixe Pode Perder Um Time Inteiro para 2015". Tô falando...