Figueirense 0 x 2 Santos - doce vitória

Arouca marca contra Figueirense


Ah, a vitória!

Que sabor doce tem a vitória!

O Santos venceu ontem com autoridade.

Dominou todas as ações do jogo, do começo ao fim, e garantiu o justíssimo 2 x 0 no placar.

Ainda sem um futebol brilhante, mas sim com um futebol técnico e veloz, o Peixe não teve pudor de partir para cima do fraco time do Figueirense, que jogava em casa.

Oswaldo tinha uma escolha: continuar empatando jogos e sendo questionado (mantendo Damião e retirando Lucas Lima do time titular), ou tomar uma atitude.

E ele resolveu tomar uma atitude (felizmente e finalmente).

Entre sua cabeça e a de Damião, Oswaldo optou pela do centroavante.

Diante de pouco mais de 8 mil torcedores, a maioria santista, o alvinegro começou o jogo com 2 novidades: Lucas Lima de titular e Leandro Damião de reserva.

Futebolisticamente, foi a melhor coisa que poderia acontecer.

Porque Lucas Lima entrou muito bem, participando constantemente das jogadas ofensivas, com bastante movimentação, bons passes e lançamentos (apesar de alguns erros durante o jogo).

E Damião permaneceu os 90 minutos com a bunda sentada no banco de reservas, de onde viu Gabigol marcar o gol que abriria o caminho para a vitória santista (um gol bastante impedido, é bem verdade, mas erroneamente legitimado pela péssima arbitragem de ontem).

Este primeiro gol foi construído a partir de uma roubada de bola no meio campo de Alison, que passou para Lucas Lima, que viu Emerson livre na esquerda para cruzar para a cabeça de Gabigol, absurdamente impedido.

Verdade também que o juiz também não viu o pênalty claríssimo do lateral santista Emerson no atacante do Figueira, após trombar desastradamente com ele, o que poderia ter mudado a história do jogo - a jogada aconteceu antes do primeiro gol santista.

Prejudicado 2 vezes pela arbitragem (no pênalty não marcado e no impedimento), o time do Figueira partiu para a ignorância, e começou a bater.

Bateram, bateram e bateram... e como bateram.

Achei que ontem quebrariam o frágil Lucas Lima, que corajosamente se mantinha de pé.

Até que o zagueiro Nirley, do Figueirense, resolveu desferir uma forte ombrada na cabeça de Gabigol, reação que lhe renderia uma merecida expulsão.

Gabigol cumpria seu papel melhor que Damião: um gol e um expulso no time adversário.

A posse de bola santista era tamanha que Aranha não passou, durante toda a partida, de um mero expectador, impedindo o primeiro gol no campeonato do fraquíssimo time do Figueirense, grande candidato ao rebaixamento neste ano.

Tanto que David Braz e Jubal iam bem, ganhando todas pelo alto e não cometendo falhas grotescas.

Tamanha posse de bola não se convertida, no entanto, em jogadas criadas e trabalhadas pelo chão.

O time apostava unicamente nos cruzamentos de Cicinho e Emerson, principalmente do primeiro.

Mas de que adianta cruzar tantas bolas na área se não há ninguém para cabecear?

Esqueceram que Damião estava na reserva?

Claro que Gabigol marcou um gol justamente desta forma (porém impedido).

Mas será que, criando jogadas pelo chão, o Santos não poderia ter saído de lá com uma goleada?

A se pensar.

O segundo gol santista nasceu de um incrível (inacreditável) lançamento de David Braz, que lançou uma bola perfeita na meia direita, nos pés de Thiago Ribeiro que, com calma, viu a passagem de Arouca que, com ainda mais calma, deu um drible de corpo e chutou forte de esquerda para dar números finais ao jogo.

No final, Gabigol ainda quase marca seu segundo, de cabeça, após milagrosa defesa do goleiro do Figueirense.

Para compensar a expulsão do Figueirense, o juizão resolveu expulsar Cicinho, sem nenhum motivo aparente e justo...

Logo Cicinho, cujo substituto Bruno Peres está próximo de acertar com o time italiano Torino.

Com isso, o bom lateral da base Daniel Guedes deverá ser o titular no próximo jogo (esse moleque jogou muito na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano).

Outro lance curioso me chamou a atenção durante o jogo: as duas reversões de laterais, uma de Cicinho e outra de Arouca.

Eu já havia percebido que Cicinho, sempre ao cobrar um lateral, caminha muito, demora e fica bastante indeciso, por muito tempo.

Uma hora isso iria acontecer.

Um jogador com a idade e rodagem de Cicinho precisa ter a maturidade de evitar esses lances bobos, entregando de graça a bola para o adversário.

Já a reversão do lateral cobrado por Arouca... foi o juiz querendo mesmo aparecer.

E assim termina a análise da boa e promissora vitória do Peixe contra o fraco Figueirense.

O Santos volta a campo nesta quinta-feira, as 21h50min, contra o Princesa de Solimões, na Vila Belmiro, buscando vaga na próxima fase da Copa do Brasil, partida em que se classifica até se perder por 1 x 0.

Au revoir!