Goiás 2 x 2 Santos - empate amargo

Goiás 2 x 2 Santos


Me enganei.

O time do Goiás não era a "pedreira" que eu imaginava.

Mas sim um time fraquíssimo tecnicamente, bastante limitado.

Que mesmo assim foi buscar o empate contra o Santos no Serra Dourada.

O 2 x 2, no final, representou bem o jogo.

O Peixe começou bem o primeiro tempo, com muita movimentação, boa distribuição de jogadas pelo meio de campo, e várias chances de gol criadas.

Até que, aos 8 minutos, Cicinho arrancou pela direita, cruzou para dentro da grande área, Gabigol dominou a bola com precisão (algo que Damião não conseguiria) e chutou forte, a bola rebateu na trave do goleiro Renan, sobrando nos pés do bem colocado Geuvânio para marcar o primeiro gol santista.

Aos 25 minutos da primeira etapa, o zagueiro Alex Alves empataria o jogo de cabeça, após cobrança de escanteio ensaiada, na qual a bola foi lançada no primeiro pau e cabeceada para o miolo da pequena área, pegando a defesa santista desprevenida (de nada adiantaram tantos treinamentos de bola aérea aplicados por Oswaldo de Oliveira durante o início da semana).

Antes mesmo de terminar o primeiro tempo, aos 38 minutos, David Braz começou a conduzir a bola do meio de campo até o gol adversário - no melhor estilo Lúcio na Copa de 2002 - e, após dividir a bola com um jogador goiano, esta sobrou livre para Arouca, que devolveu para o zagueiro santista sofrer o pênalti. Pênalti cobrado com maestria por Cícero; goleiro para um lado, bola pro outro: Santos 2 x 1.

No segundo tempo, o time morreu fisicamente.

Ficava claro que o esforço demonstrado no primeiro tempo havia sido excessivo, os santistas correram demais.

Gabigol ainda no final do segundo tempo se machucou, dando lugar a Stéfano Yuri, que nada fez.

Leandrinho ainda entraria no lugar do cansado Renato, e Victor Andrade no lugar do também cansado Geuvânio.

Aos 25 minutos do segundo tempo, em um contra-ataque bem elaborado - a arma mais previsível e letal contra este time de Oswaldo - o Goiás marcou seu gol com facilidade, em uma situação de 2 atacantes contra 3 defensores santistas.

Victor Andrade entrou bem no jogo, dando o gás que a equipe não tinha e precisava, mas não conseguiu ser decisivo.

A chance de vencer o jogo ficou nos pés de Cícero que, aos 43 minutos da etapa final perderia um gol incrível cara-a-cara com o bom goleiro Renan.

Individualmente, Aranha não comprometeu, apesar de eu ter acreditado firmemente que ele pegaria aquela bola no mano-a-mano do segundo gol do Goiás.

David Braz está me surpreendendo, admito, com atuação cada vez mais consistentes (muito superior a Jubal, por exemplo), colocando a raça na ponta da chuteira, acima de tudo, para compensar a técnica de que não é dotado (e sabe disso). Ontem participou ativamente do lance que originou o pênalti, e consequentemente o segundo gol santista.

Jubal vai bem pelo alto, mas é péssimo no chão. Comete muitas faltas sem a menor necessidade, perde constantemente o tempo da bola e tem uma noção falha de posicionamento defensivo.

Cicinho participou do primeiro gol e correu demais durante todo o jogo, com boa atuação.

Zé Carlos participa ativamente das jogadas ofensivas, mas é péssimo defendendo e marcando, tanto que, sabendo disso, o técnico do Goiás mandava seus jogadores iniciarem jogadas de ataque sempre pelo lado de Zé Carlos, o baixinho e técnico lateral santista sem predisposição para marcar.

Arouca foi o monstro regular de sempre, participando inclusive do segundo gol santista. Pena que seus companheiros não o ajudaram.

Renato teve uma estreia regular, sem grande brilho nem destaque, mostrando que talvez não conseguirá acompanhar o ritmo veloz dessa garotada que disputa posição com ele (Alison, Alan Santos).

Cícero atuou de forma regular no primeiro tempo, e limitou-se a marcar no segundo tempo. Marcou o primeiro gol santista, de pênalti, e quase deu a vitória ao Santos, ao perder um gol quase nos acréscimos, cara-a-cara com o goleiro. É sempre um perigo como "elemento surpresa". 2º gol em 2 jogos.

Lucas Lima atuou bem, apesar dos muitos erros de passe, principalmente no primeiro tempo, quando organizava o time e distribuía as jogadas para seus companheiros de ataque. Correu tanto que morreu fisicamente no segundo tempo.

Geuvânio não foi dos mais brilhantes em campo, mas teve oportunismo para marcar o seu gol, abrindo o placar para o Peixe.

Gabigol. É o camisa 9 do Santos, sem dúvida. Veloz, inteligente, com excelente domínio de bola e principalmente precisão no chute, Gabigol é essencial para esse time. Tanto que, depois de sair lesionado, no final do primeiro tempo, o time pouco finalizou a gol, e o Goiás empatou.

Oswaldo de Oliveira. Os treinamentos intensivos de bola parada parecem não estar funcionando, visto o primeiro gol de escanteio do clube goiano. O time ainda sofre demais nos contra-ataques. Oswaldo precisa bolar algo para que dê tempo do time retornar ao seu posicionamento defensivo, sem que os contra-ataques em velocidade das equipes adversárias, seja qual for, sejam sempre perigosos (e mortais). No mais, Gabigol saiu lesionado, Geuvânio e Renato sairam por cansaço.

E você, torcedor santista, o que achou do jogo de ontem? Concorda com a análise?

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