Léo deixa o Santos pela porta dos fundos

Léo se aposenta pela porta dos fundos

Há 2 dias o contrato de Léo com o Santos se encerrou.

Sem jogo de despedida.

Sem coletiva de imprensa.

Sem alarde da mídia.

Sem grande destaque.

Assim será a aposentadoria do maior campeão santista após a era Pelé.

Léo foi injustamente apequenado pelo clube.

Apesar dos seguidos problemas nos joelhos não o permitirem continuar, Leonardo Lourenço Bastos é um ícone, um verdadeiro ídolo de uma geração.

Da minha geração.

De quem teve o privilégio de ver Fábio Costa, Alex, Léo, Renato, Diego e Robinho em campo, em um grupo que conquistaria nada menos que dois Campeonatos Brasileiros (2002 e 2004), e um vice da Copa Libertadores da América (2003).

E depois ver o mesmo Léo integrar aquele fantástico time de 2010, liderado por Arouca, Ganso e Neymar, que conquistaria 6 títulos para o alvinegro praiano, sendo uma Copa do Brasil, uma Copa Libertadores da América (2011), uma Recopa Sul-Americana (2012) e três Campeonatos Paulistas seguidos (2010, 2011 e 2012).

Esse mesmo Léo acaba de deixar o clube após um comunicado rápido da diretoria, logo depois de uma reunião com o jogador.

Esquecido pelos grandes jornais do país nesse dia 30 de abril, o guerreiro da camisa 3 santista era constantemente escolhido pela torcida para representar o clube em ações comemorativas de sua história e tradição.

Aceitou reduzir salário para voltar ao Peixe.

Depois aceitou reduzir mais ainda seu salário para continuar no Peixe.

Léo é daqueles raros jogadores, assim como Marcos e Rogério Ceni, que ama seu clube.

Muito mais do que um dia o próprio Rei Pelé amou.

Mas que, diferentemente do ex-palmeirense e do ex-são-paulino, não terá uma despedida à altura.

Mesmo após incríveis 455 jogos e 24 gols pelo alvinegro da Vila famosa.

É verdade que Léo passou da hora de parar em dezembro do ano passado, quando exigiu uma inútil renovação de contrato para o Campeonato Paulista, competição em que sequer foi relacionado (com o clube pagando seus salários).

Mas também é verdade que a diretoria, para não sair com má fama, renovou seu contrato para silenciá-lo, eis que na época soltava cobras e lagartos contra a direção santista.

Nessa troca política de farpos, quem perdeu foi o clube, que pagou inutilmente salários para um ex-jogador, e a torcida, que não presenciou a merecida despedida do guerreiro da camisa 3.

O jogo de despedida era desejo de Léo, mas assim como o ídolo Giovanni não será atendido.

Do clube, apenas uma fria nota no site santista de "Obrigado, Léo!", nada mais.

Da minha parte, deixo a minha indignação pela falta de um jogo de despedida, pela falta da devida valorização enquanto vestiu o manto alvinegro, e o meu profundo agradecimento por todos os serviços prestados ao Santos Futebol Clube, único clube brasileiro por quem jogou toda sua vida, e único clube a quem Léo amou e ama de coração.

A diretoria pode ter te esquecido.

Mas o torcedor santista jamais te esquecerá!

Obrigado guerreiro!

PS: curiosamente, um dia depois dessa análise, Léo soltou o verbo contra a diretoria santista, conforme saiu no Globoesporte, Uol Esporte e Lance!Net.