Oswaldo de Oliveira aderiu ao "Muricybol"

Muricybol no Santos

Melhor ataque do Campeonato Paulista, com incríveis 47 gols em 19 jogos, o Santos está irreconhecível no Campeonato Brasileiro.

Em 3 jogos, nenhum gol e péssimas atuações.

Uma das principais causas da ausência de gols do time santista está na criação.

No primeiro jogo, contra o Sport, na Vila Belmiro, uma exceção: 21 finalizações e 12 certas.

Contra o Coritiba, fora de casa, apenas 7 finalizações e 1 no gol.

Contra o Grêmio, na última partida, 14 chutes a gol e apenas 2 chances claras.

Sem criar oportunidades reais de gol, o time aposta constantemente nas bolas aéreas.

Aliás, Oswaldo de Oliveira, contrariando o estilo adotado pela equipe no Paulista, tem treinado muito cobranças de bola parada e cruzamentos na área, técnicas bastante improdutivas - e "feias" - de se buscar o gol (ao menos com esse time).

Basta lembrarmos que, antes de pegar o Grêmio, Oswaldo de Oliveira priorizou o treinamento de bolas paradas.

Talvez para ajudar Damião a marcar seu golzinho, já que há 6 partidas não sabe o que é empurrar uma bola para o fundo das redes.

Na exaltação máxima do tenebroso "Muricybol", contra o Grêmio o Peixe alçou na área nada menos que 22 bolas, as quais foram cabeceadas a gol apenas 2 vezes.

Contra o Sport, também na Vila, foram 18 chuveirinhos na área, e 5 cabeceios a gol.

Com um time baixo, a aposta nas bolas aéreas deveria ser o último recurso, nunca o principal, como propõe Oswaldo de Oliveira.

No time titular, são altos (maiores que 1,85 m) apenas os zagueiros Jubal (1,90) e David Braz (1,87 m) e Leandro Damião (1,88 m).

Sem contar o fato que Damião é um péssimo cabeceador!

Talvez os 3 empates seguidos tenham alertado Oswaldo que o caminho não é pelo alto.

Mas sim pelo chão.

Talvez por isso o técnico santista já tenha anunciado de antemão a entrada do baixinho Lucas Lima (1,75 m) no time titular no próximo jogo.

Menos chuveirinho, mais jogadas construídas de pé em pé.

Esse é o desejo da torcida.

Esse é o caminho do gol.

E, claro, das vitórias.