Santos 1 x 2 Atlético/MG - derrota em casa

Santos 1 x 2 Atlético Mineiro

Se o Santos, na teoria, jogava em casa, na prática atuava em campo neutro, onde 18.683 cuiabenses de maioria atleticana dividiam a arquibancada para assistir um bom jogo de futebol.

Sim, o jogo era bonito de se ver, com bastante movimentação, ao contrário dos últimos jogos presenciados neste tecnicamente fraquíssimo Campeonato Brasileiro.

Na partida, o Peixe entrou para vencer, mas saiu para perder...

No primeiro tempo, o alvinegro praiano jogava melhor, com constantes ataques e boa movimentação do quarteto ofensivo Cícero, Lucas Lima, Thiago Ribeiro e Gabigol, auxiliados por Alan Santos e Aranha, que também subiam constantemente.

Na defesa, o time sofria seriamente de um problema crônico: as bolas aéreas.

O time de Oswaldo de Oliveira simplesmente não ganhava uma bola pelo alto em sua defesa, mesmo com os gigantes Neto (1,97m) e David Braz (1,87m).

[Confesso que admiro em David Braz uma única característica: sua determinação... é um cara que não se esconde do jogo, apesar da total falta de técnica; é o Pará da zaga alvinegra]

De tantas bolas cabeceadas livremente pelos atleticanos, uma quase parou no fundo das redes santistas.

Aos 30 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio para o clube mineiro, Leonardo Silva cabeceou com muita força para a sensacional defesa de Aranha.

Mas se a defesa falhava, o ataque compensava.

Tanto que, aos 37 minutos, Alan Santos - jogador com quem o Santos perde imensamente na marcação, mas ganha na técnica - desferiu lançamento preciso para Cícero, que calmamente chutou a bola para o fundo das redes (com a contribuição de Gabigol que, impedido, evitou tocar a bola).

Termina o primeiro tempo.

E começa o segundo tempo...

Etapa de jogo em que o Galo mineiro dominava completamente as ações ofensivas desde o início.

O time santista havia corrido muito no primeiro tempo, voltava cansado para a segunda parte do jogo, buscando unicamente os contra-ataques, para matar o jogo.

A partir daí, o jogo estava definido: o Atlético/MG atacava e o Santos se defendia, buscando contra-ataques.

Com o decorrer do segundo tempo, o time mineiro passou a encurralar o Peixe, com grande posse de bola e intensa presença ofensiva.

Os contra-ataques quase funcionaram para o alvinegro da Vila aos 19 e 25 minutos do segundo tempo, quando Geuvânio e Gabigol, respectivamente, invadiram a área em jogada bastante parecida e, ao invés de cruzarem, tentaram o chute direto, para as mãos do excepcional goleiro Victor.

Com o time morto fisicamente, a bola não chegava para Gabigol (que, ao contrário de Damião, poderia definir o jogo).

Nessa altura do jogo, Alan Santos já havia saído para a entrada de Leandrinho, assim como Lucas Lima para a entrada de Geuvânio e Bruno Peres - que deve ter disputado sua última partida pelo Santos - para a entrada de Zé Carlos.

Defensivamente éramos um desastre, sem ganhar nem uma bola pelo alto.

Com os contra-ataques não resultando em gols, e uma defesa cada vez mais fragilizada, somada à imensa pressão atleticana, o gol adversário era questão de tempo.

E saiu, aos 29 minutos do segundo tempo, dos pés do ex-santista André, após falha de cobertura de Zé Carlos, lateral esquerdo improvisado na lateral direita, que havia acabado de entrar no lugar de Bruno Peres, e igualmente de David Braz que, dentro da área, apenas assistiu estático ao gol do atacante atleticano.

Depois de tomar o gol, a equipe santista, que já se mostrava bastante desgastada, "morreu" completamente em campo, mesmo com a entrada dos renovados Zé Carlos, Leandrinho e Geuvânio, que entraram mal, principalmente este último, uma grande decepção.

Do outro lado, o Atlético continuava atacando, mostrando de que lado do campo estava a vontade de vencer...

Até que, aos 35 minutos do segundo tempo, após péssimo escanteio cobrado por Cícero (salvo engano), o Atlético armado por Levir Culpi iniciaria um rápido contra-ataque, pegando a defesa santista - que havia subido à área para tentar o cabeceio - totalmente desprevenida e desguarnecida, com um desesperado Arouca e Eugenio Mena tentando salvar a pátria, contra 3 rápidos atacantes atleticanos.

André foi lançado à frente e, totalmente livre, bateu de bico para o gol defendido por Aranha.

Aos 40 minutos, Thiago Ribeiro, que jogara bem no primeiro tempo e muito mal no segundo, se machucava, e o Peixe ficava com 1 jogador a menos.

Fim da esperança.

Fim de jogo: Santos 1 x 2 Atlético Mineiro.

A primeira derrota em casa no Campeonato Brasileiro deve acender o sinal amarelo na Vila Belmiro.

Em 3 jogos, o desempenho santista como mandante é pífio: 2 empates e 1 derrota.

Nem uma vitória sequer...

Pior: jogando como mandante, o Santos até agora não conseguiu vencer nenhum grande, pois contabiliza um empate contra o Grêmio e uma derrota para o Atlético.

Mas nada está perdido em um campeonato em que 1 vitória vale mais do que 3 empates.

Isto é, mais vale vencer 1 jogo e perder 2 do que empatar 3...

E assim, no meio da tabela, engatinha e chora o Santos Futebol Clube...