Acabaram as desculpas

Acabaram as desculpas para Oswaldo de Oliveira


Foram 16 dias de férias.

E 1 mês completo de treinamentos.

Exatamente 30 dias de treinos (de 18/06/2014 a 17/06/2014) antes do clássico contra o Palmeiras.

Tempo suficiente para Oswaldo de Oliveira trabalhar o time de todas as maneiras possíveis.

Treinos físicos.

Treinos técnicos.

Treinos táticos.

Trabalho com o fator emocional dos jogadores.

Palestras sobre arbitragem.

Se a desculpa no início do Campeonato Brasileiro pelo péssimo futebol apresentado por praticamente todas as equipes da Série A era a falta de tempo para treinar o time, essa desculpa, a partir de agora, desaparece completamente.

Arrisco dizer que, nesta volta do Brasileiro, poderemos identificar com clareza quem hoje são os melhores técnicos do Brasil.

Isto é, quais treinadores tiveram a capacidade de utilizar ao máximo este período de descanso e treinos para o progresso do time, em todos os aspectos (físico, técnico, tático e emocional).

A partir de agora, as seguintes desculpas não serão mais aceitas pelo torcedor santista:

"Fisicamente, o time está mal, os jogadores não correm, não conseguem acompanhar o ritmo dos demais atletas dos outros times do campeonato".

Por que não será aceita: houve 30 dias para treinar fisicamente a equipe... essa desculpa, se for dita, demonstra sinais de incompetência dos preparadores físicos do Peixe, aliado a um possível erro de planejamento de Oswaldo de Oliveira.

"Os jogadores não acertam um chute a gol; os jogadores não acertam um passe; os zagueiros não conseguem cortar uma bola; os atletas estão errando todos os pênaltis; Aranha e os zagueiros continuam dando chutões para frente; a linha de impedimento é sempre mal feita; o time não está entrosado".

Por que não será aceita: nenhuma dessas desculpas acima citadas será aceita, tendo em vista que houve 1 mês inteiro para treinamento de chutes a gol, passes de curta, média e longa distância, lançamentos, infiltrações, cabeceios, rebotes, saída de bola do goleiro e zagueiros, assistências, finalizações, faltas, escanteios, jogadas ensaiadas, linhas de impedimento, etc.

"O time não tem variação tática; Oswaldo está improvisando formações que nunca utilizou antes; os jogadores não têm função em campo (ou não sabem o que fazer); jogadores improvisados em posições diferentes das treinadas".

Por que não será aceita: essa última desculpa também não pode ser aceita, considerando, de novo, o fato do técnico santista ter 1 mês inteiro para testar diferentes variações táticas da equipe (o que, por sinal, não fez, mantendo sempre o 4-2-3-1), testar jogadores em posições diferentes, como novas duplas de zaga, de volantes, ou um novo quarteto de atacantes, treinar o time para atuar em situações específicas (como, por exemplo, saber como atuar com um jogador a menos, em caso de expulsão). Houve tempo para tudo isso, razão pela qual tal desculpa está totalmente descartada.

"O time perdeu 3 seguidas e não consegue reagir; os jogadores estão sem confiança; os atletas ficam nervosos em campo, cometem faltas desnecessárias e são expulsos; brigas dentro de campo; há discussões com o técnico".

Por que não será aceita: com 63 anos de idade, Oswaldo de Oliveira tem experiência suficiente para lidar com o ego de um elenco de mais de 30 jogadores. Em trinta dias convivendo com os atletas, a imposição da liderança de Oswaldo é fundamental, assim como a inquestionabilidade de suas decisões. Transmitir confiança aos atletas "em baixa", evitar reclamações desnecessárias, trabalhar o psicológico do grupo, tudo isso é essencial para um elenco campeão.

Definitivamente, acabaram as desculpas!