Os 5 maiores problemas do Santos de Oswaldo

Oswaldo de Oliveira

Depois de 30 dias de puro treino, o Santos segue apresentando os mesmos problemas.

Vencemos o Palmeiras, é verdade, mas o time não apresentou um bom futebol (nem perto disso).

E sem um bom futebol essa equipe nunca será capaz de brigar pelo título brasileiro.

Talvez nem mesmo por uma vaga na Copa Libertadores da América.

Mas quais os principais problemas desta equipe treinada por Oswaldo de Oliveira?

Vamos lá.


1º - A transição entre defesa e meio de campo não existe

Em outras palavras, Aranha e os zagueiros continuam dando chutões para frente, tentando uma ligação direta com o ataque, apostando que os jogadores santistas sempre vençam as disputas de bola lá na frente (apesar de ser um time de baixa estatura).

Aranha e a dupla de zaga simplesmente não consegue acertar um passe para os laterais, ou para os volantes, para que estes iniciem uma jogada lá na frente.

Na prática, com os chutões, o time desperdiça a posse de bola e consequentemente a oportunidade de realizar jogadas.

Essa é realmente uma coisa que não entendo.

Afinal, mesmo com o baixo nível técnico dos zagueiros (David Braz e Bruno Uvini), não custava nada a Oswaldo de Oliveira treinar uma saída de bola digna de um clube como o Santos FC, ainda mais em tempos de reformulação no futebol brasileiro...


2º - Os jogadores não se apresentam para receber a bola

Não sei se é falta de personalidade dos próprios atletas, ou se é falta de treino de Oswaldo de Oliveira, não permitindo o entrosamento do time.

Em um time bem treinado, cada jogador sabe o que fazer com a bola nos pés, para que lado virar, para quem passar, qual jogada iniciar, com quem fazer uma tabela, um 1-2, uma triangulação, um lançamento.

No time de Oswaldo de Oliveira isso não existe.

Além de ninguém se apresentar para receber a bola (com a honrosa exceção de Gabriel), os jogadores não sabem o que fazer quando têm a redonda nos pés.

Talvez uma coisa leve a outra: como os jogadores não sabem o que fazer com a bola, nem se apresentam para recebê-la.

O fato é que algo está errado nesse aspecto.

Lembro dos times do Santo de 2010 e 2014, todos participando das jogadas, todos "pedindo bola" e querendo jogar.

Parece que desde a "síndrome do toca-para-o-Neymar", implantada por Muricy Ramalho, os jogadores santistas preferem se esconder em campo a tentar alguma coisa.


3º - O time cruza muito a bola na área

Um time de baixa estatura não pode ficar cruzando a bola na grande área a todo momento.

Jogadores rápidos, dribladores e finalizadores precisam jogar com a bola no chão, com passes curtos, lançamentos e infiltrações, e nunca no estilo Muricybol, que sangrou a tradição do Santos FC (e ainda sangra).

As características dos atuais jogadores santistas não favorecem em nada a bola aérea, em que Oswaldo de Oliveira teima em insistir.


4º - Ninguém chuta de longe!

No atual time do Peixe, não existem chutes à longa distância.

Algo bastante comum na Europa, onde as defesas dos times adversários de fecham pra valer, o chute de longa distância é uma arma poderosa que precisa ser trabalhada na Vila Belmiro.

Parece que todos os treinadores do Brasil desistiram desse importante recurso.

Tanto que só vemos um jogador chutar de fora da área quando o time está perdendo, e o chute geralmente sai nas nuvens (justamente porque não é treinado por aqui).

Acorda Oswaldo! Põe a molecada pra chutar do meio da rua!


5º - Falta criatividade nos escanteios

Por que todos os escanteios precisam ser cobrados para dentro da grande área?

Por que não se aproveita a oportunidade para iniciar uma jogada a partir do lado do campo, com um passe curto para outro jogador santista que se apresentasse para receber a bola?

Para um time de baixa estatura como o Santos, apostar toda hora na perigosa subida dos altos zagueiros para cabecear é muito arriscado, visto que o time se abre completamente para receber mortais contra-ataques.

Falta criatividade ao engessado Santos de Oswaldo.

Bom, são esses os principais problemas que encontrei na equipe!

E você, torcedor, mencionaria mais algum?

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