Bola aérea: um problema insolúvel para o Santos

Bola aérea: um problema insolúvel para o Santos


O time do Santos sofre, e muito, pelo alto.

Não é à toa que os últimos 4 gols sofridos foram de cabeça.

Quem não lembra dos dois gols do Londrina?

Ou da cabeçada de Rafael Moura no Beira-Rio, que deu a vitória ao Internacional?

Ou ainda do gol do zagueiro Gil nos últimos minutos do clássico na Vila Belmiro?

"Tentei de tudo", diz Oswaldo de Oliveira.

"Eu tentei todos os recursos ao meu alcance. Fiz audiovisual, conversei com eles e fizemos o treinamento para tentar reparar".

E é verdade.

Frequentemente noticia-se na imprensa treinamentos de Oswaldo voltados para a defesa de bolas aéreas.

Principalmente em datas próximas aos jogos.

O treinador santista separa, no mínimo, 1 dia na semana para realizar trabalhos com bola parada.

Mas então onde está o problema?

Nas falhas de posicionamento?

Na ruindade dos zagueiros reservas, hoje titulares?

Nada disso.

A resposta, por incrível que pareça, pode ser encontrada no mestre das bolas aéreas, o técnico Muricy Ramalho.

O problema é físico, e não tático, técnico nem emocional.

Físico? Sim, físico.

Dos 10 primeiros colocados no Campeonato Brasileiro de 2014, o Santos possui a zaga de 2ª menor estatura.

Vejamos a altura dos defensores do Peixe.

Cicinho: 1,68m
Eugenio Mena: 1,75m
David Braz: 1,87m
Bruno Uvini: 1,87m
Arouca: 1,70m
Alison: 1,80m

A baixa estatura geral da equipe alvinegra pode justificar os vários gols sofridos de bola parada, principalmente se considerarmos a altura de Gil (1,93m) e Rafael Moura (1,87m).

Mas inacreditável mesmo é perceber que levamos 2 gols de cabeça do "baixinho" Joel, do Londrina, de 1,78m (altura ainda superior a dos dois laterais santistas).

Essa era uma das razões porque o retranqueiro Muricy Ramalho adorava escalar jogadores altos, e até mesmo abria mão da técnica em favor da altura de um defensor.

Com jogadores baixos na defesa, a bola aérea continuará sendo um eterno problema para o esquadrão alvinegro.

Nossa sorte é que temos Aranha, que, sabendo dessa deficiência do time, sai frequentemente para cortar cruzamentos, faltas e escanteios aéreos cobrados na grande área santista.

Como resolver?

Não sei...

O Barcelona, no auge de Messi, no ano em que ganhou tudo, era o time com a estatura mais baixa de todos os clubes que disputavam a Liga dos Campeões.

E mesmo assim sofria horrores com bolas alçadas contra sua área.

Como resolviam?

Evitando ao máximo cometer faltas bobas próximas à grande área.

As faltas somente eram cometidas no meio-de-campo, e para evitar contra-ataques.

Mas como no Santos os jogadores têm mania de fazer faltas bobas e desnecessárias perto da grande área (né senhor Edu Dracena?) - e como eventuais escanteios são inevitáveis - a tendência é que o time de Oswaldo continue sofrendo com a bola aérea, para sempre.

O Santos, seguindo sua tradição, prefere a técnica ao porte físico.

Atletas baixinhos têm vez na Vila Belmiro.

Por isso, o sofrimento com as bolas aéreas continuará, por mais que Oswaldo treine o time para evitá-las.

Mesmo se Cicinho e Eugenio Mena deixarem o clube, o problema com a bola aérea persistirá, pois seu substitutos naturais são baixinhos (Zé Carlos, com 1,70m, e Victor Ferraz, com 1,74m).

Um problema insolúvel para o Peixe...