Conheça as novas promessas da base do Santos

Anderson Santos, Vinicius de Oliveira e Athos

O Santos não cansa de revelar jovens promissores.

Tradição que vem desde 1955, nas palavras do eterno Pepe, o segundo maior artilheiro da história do Peixe: "A partir de 1955 a diretoria que entrou resolveu dar mais força aos jovens, aos jogadores formados na equipe de base".

Assim, há 8 décadas o alvinegro da Vila mais famosa do mundo vem se destacando por meninos de qualidade formados em suas categorias de base, sempre com gerações vitoriosas.

Em 1962, surgiram na base Pelé, Coutinho, Pepe, Edu, Clodoaldo, dentre outros.

Em 1978, seria a vez da segunda geração de Meninos dar as caras, com Juary, João Paulo, Ailton Lira, Clodoaldo, etc.

Em 2002, a conhecida geração de Alex, André Luís, Paulo Almeida, Diego e Robinho.

A quarta geração veio em 2010, com aquele fantástico time de Rafael, Wesley, Ganso, Neymar, Robinho e André, todos formados nas canteiras alvinegras.

Hoje, estamos vivenciando a quinta geração de Meninos da Vila, com Gustavo Henrique, Jubal, Emerson, Zé Carlos, Daniel Guedes, Alison, Alan Santos, Leandrinho, Geuvânio, Giva e Gabriel Barbosa (Gabigol).

Essa é uma das razões, aliás, porque a base do Santos supera a do São Paulo.

Depois de revelar craques como Pelé, Robinho e Neymar, uma nova safra de meninos começa a ser preparada para, um dia, se tornar realidade.

E a grande sensação do momento são os meninos do time sub-15 do Peixe.

Em 11 jogos do Campeonato Paulista, nada menos que 10 vitórias e incríveis 62 gols marcados (média de 5,63 por jogo) e apenas 4 sofridos (totalizando um saldo positivo de 58).

Na liderança do grupo 10 do Paulista da categoria, com 30 pontos, a nova safra de meninos da Vila, comandada pelo técnico Christian Tudisco, tem como destaques 3 meninos que atuam do meio para frente: Anderson Santos (12 gols), Vinicius de Oliveira (11 gols) e Athos (8 gols).

Juntos, os três marcaram 31 gols, isto é, metade do número total de gols da equipe na competição.

Anderson Santos e Vinicius de Oliveira são atacantes, enquanto Athos atua como meia-armador, uma função na qual jogadores de qualidade são cada vez mais raros no Brasil.

Anderson Santos é atacante, joga pelos lados, e é dotado de muita velocidade e habilidade.

Vinicius de Oliveira é o centroavante da equipe, e, apesar de baixinho até para a categoria sub-15 (tem 1,68m), marca muitos gols de cabeça, tem ótima noção de posicionamento na área e explosão muscular.

Athos, que atua como meia-armador, já contribuiu com muitas assistências para os incríveis 62 gols da equipe, sempre buscando a dupla artilheira Anderson e Vinicius.

Apesar do grande destaque recente dos meninos, o técnico do sub-15, Christian Tudisco, lembra que nem sempre a qualidade técnica basta para formar um jogador de futebol:

"Os garotos têm excelente capacidade técnica, mas isso não basta para o futebol moderno. Precisamos desenvolver o lado cognitivo, social. Contamos com diversos departamentos do clube que nos auxiliam no dia a dia, desde a comissão técnica até a gerência das categorias de base, para que possamos orientá-los nessa caminhada até um dia chegarem à categoria principal".

Basta lembrarmos de grandes promessas da base que não vingaram no profissional, como o exemplo clássico do atacante Lulinha, rebaixado junto com o Corinthians em 2007.

No Santos, não faltam exemplos: Alemão, Jean Chera, Victor Andrade...

Robinho e Neymar vingaram, mas muitos bons jogadores se perderam pelo caminho.

Seja por falta de orientação dos pais, por influência negativa de empresários, por falta de empenho, por falta de condição física, pela clássica doença do "deslumbramento", etc.

Se os meninos Anderson Santos, Vinicius Oliveira e Athos se tornarão bons jogadores de futebol profissional, ninguém sabe.

Mas a semente está lançada...