Cruzeiro 3 x 0 Santos - derrota esperada

Cruzeiro 3 x 0 Santos - derrota esperada

Era de se esperar que o Santos, que não venceu nenhum clube grande fora de casa, perdesse para o líder Cruzeiro, cada vez mais candidato ao título brasileiro (infelizmente acabei acertando meu palpite de resultado para o jogo).

Clube celeste que, em 7 jogos como mandante, soma agora incríveis 6 vitórias e 1 empate.

Uma campanha firme e consistente de um ótimo time e elenco, treinado pelo excelente Marcelo de Oliveira, dirigido por pessoas competentes que sabem contratar bons jogadores.

Prova disso é a entrada, no segundo tempo, de Naílson, Leandrinho e Rildo no Santos, enquanto Dagoberto e Júlio Baptista ingressavam no time de azul para manter o mesmo nível do time titular.

Prova disso são as contratações dos baratos Egídio, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Dagoberto e Willian, que hoje se valorizaram e dão ótimos frutos no Cruzeiro, que evita ao máximo contratar medalhões (contratar Júlio Baptista, aliás, foi um de seus erros - apesar do gol de ontem).

Enquanto isso, o Santos paga R$ 42 milhões que não tem em Leandro Damião, que não volta a campo no segundo tempo por extrema deficiência técnica, fazendo Oswaldo preferir o time com Robinho de falso nove a ter um nove verdadeiro...

O público de ontem? 39.215 pagantes (41.967 presentes) para uma renda de R$ 2.047.658,00.

No clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro, 12.329 pagantes para uma renda de R$ 357.125,00.

Um gigantesco abismo técnico e financeiro separa hoje os dois clubes.

E isso se refletiu ontem em campo.

Sobre o jogo, há pouco o que falar.

O jogo começou bem jogado, com Santos e Cruzeiro se levando perigo mutuamente.

Até que o péssimo Alan Santos resolve fazer uma falta boba no meio de campo (algo que o blog já alertava durante a semana), e o Cruzeiro, em lance de claro impedimento - pois Ricardo Goulart claramente participa da jogada, atrapalhando o goleiro santista -, abre o placar (o que não redime a imperdoável falha de Aranha, que ainda tem crédito com a torcida).

Daí em diante, só deu Cruzeiro, com raros lances de genialidade de Robinho, que tentava a todo momento colocar seus companheiros na cara do gol, que insistiam em perder gols.

Leandro Damião não fazia nada, aliás, fazia sim, atrapalhava o andamento das jogadas santistas em velocidade.

Sua inutilidade em campo foi sentida por Oswaldo de Oliveira, que o sacou para a entrada de Rildo, adiantando Robinho para atuar como falso camisa 9.

A ideia seria interessante, não fosse um novo gol do Cruzeiro antes dos 5 minutos do segundo tempo, em lance no qual todo o sistema defensivo santista apenas assistiu ao toque de bola leve da equipe celeste, que terminaria no arremate do preciso Ricardo Goulart, no canto esquerdo de Aranha: Cruzeiro 2 x 0.

Daí em diante, o Cruzeiro recuou, o Santos avançou, mas não conseguiu o gol.

Pela direita, a dupla Cicinho e Robinho, que tanto perigo levou no primeiro tempo, cansava e não rendia mais.

Pela esquerda, Rildo corria e sofria faltas, que o time santista não sabia o que fazer (para quê levantar a bola na área? não há outra opção de jogada em uma falta? não há cobranças ensaiadas? chutes diretos?).

Pelo meio, Lucas Lima tentava desesperadamente armar o jogo, demonstrando muita vontade e determinação, não correspondidas por seus companheiros, terminando o segundo tempo como o melhor santista em campo (na minha opinião).

Thiago Ribeiro, em outra boa oportunidade de gol, perdia mais um gol, sozinho, contra o goleiro Fábio.

Gosto do futebol de Thiago Ribeiro, mas confesso que os contínuos erros de finalização já encheram a paciência do torcedor.

O atacante precisa passar umas 3 horas por dia treinando finalizações, se quiser melhorar, na que considero sua única deficiência técnica.

Edu Dracena e Bruno Uvini iam muito bem lá atrás no primeiro tempo, cortando tudo pelo alto e pelo chão, até que, com a entrada do lento Naílson no segundo tempo (um jovem de 20 anos que parece ter entrado em campo cansado), o rápido time do Cruzeiro faria com facilidade dois gols no segundo tempo.

Os piores do Peixe?

Alan Santos - um jogador apenas mediano, com muita grife e pouco futebol, sempre indeciso nas jogadas com a bola nos pés, faz muitas faltas, desarma pouco e se posiciona mal), que ontem errou tudo.

Thiago Ribeiro - seus sérios problemas em finalizar começaram a trazer prejuízos concretos para o time.

Leandro Damião - comentar sobre ele é chover no molhado...

Os melhores do Peixe?

Cicinho - jogou muito no primeiro tempo, sempre presente no ataque (e abrindo um corredor lá atrás); no segundo tempo sumiu.

Lucas Lima - para mim, o melhor santista em campo, um dos únicos que não se escondia, carregava a bola e tentava organizar as jogadas de ataque do Peixe, mostrando muita raça e determinação, além de boa técnica.

Robinho - atuou muito bem no primeiro tempo, enquanto teve pernas para correr; no segundo tempo morreu fisicamente e pouco fez.

Agora, o Santos volta a campo nesta quarta-feira, as 19h30min, contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro.

Uma vitória é obrigatória para o Santos seguir sonhando com Libertadores, ainda mais contra um candidato direto à vaga (o Atlético/PR está em 7º lugar, 3 pontos a frente do Peixe).

Temos que vencer, precisamos vencer, vamos vencer...

Estarei na Vila.

Cruzeiro 3 x 0 Santos - derrota esperada