O renascimento de Geuvânio

Geuvânio

O atacante santista, de apenas 22 anos, viveu altos e baixos nos últimos meses.

Tudo começou no Campeonato Paulista deste ano, quando obteve grande destaque e terminou eleito a "revelação" da competição, com 14 assistências.

Mas a torcida santista lembra bem que já na fase de mata-mata do campeonato a queda do futebol de Geuvânio era perceptível, visível e lamentável.

Tanto que nada fez de espetacular nas duas finais contra o Ituano.

E, assim, merecidamente, foi para o banco de reservas nas partidas do Campeonato Brasileiro.

Chegou até à humilhante situação de perder a camisa 10, antes a ele destinada, para o jovem Gabriel, 5 anos mais novo que ele, cujo futebol começava a crescer.

Sob o comando de Oswaldo de Oliveira, Geuvânio viveu o auge e ao mesmo tempo sua maior crise no início da carreira.

Com a chegada do técnico Enderson Moreira, surgiram novas oportunidades para o atacante mostrar seu futebol, sempre apoiado pelo novo comandante:

"Durante toda a minha carreira como treinador trabalhei muito com jogadores jovens. Eles têm tendência a oscilar mais que os mais maduros, veteranos e rodados. Acontecem essas situações de um jogador que consegue o ápice da sua forma e de repente tem uma queda. Quando há essa queda ele é exposto, mas não sei se foi o caso. Percebi nos treinamentos que ele começou a ser aquele jogador que eu via pela televisão. Participativo, rápido, de drible. Está aproveitando as chances e isso faz com que conquiste espaço".

Com um Geuvânio renascido, o treinador santista ganha um reforço de peso para o restante da temporada, desde que consiga manter o jogador motivado para o resto da temporada.

O atacante, aliás, em recente entrevista a jornalistas, mostrou-se consciente de sua queda de rendimento e do verdadeiro peso dos elogios e das críticas, buscando com essas informações dar a volta por cima e se firmar no time titular:

"Em relação à queda de rendimento ela é normal, acontece, muitas pessoas passam por isso. Sempre mantive a cabeça no lugar porque não desaprendi a jogar. Eu sei que elogio é bom, mas a crítica sempre vem em dobro. Agora quero me concentrar só no futebol mesmo, sem extra-campo. Estar na reserva foi importante, porque amadureci bastante. Foi um momento meio difícil, mas nunca deixei de trabalhar. Sempre treinei porque sabia que ia voltar."

O hoje camisa 45 da equipe de Enderson Moreira recebeu do técnico duas grandes oportunidades e as agarrou com firmeza.

A primeira, quando entrou no segundo tempo de Atlético Mineiro e Santos, e melhorou a atuação do alvinegro praiano, marcando um belo gol, que culminaria em uma reação que quase levaria ao empate.

A segunda oportunidade veio agora, no Pacaembu, contra o Goiás, quando novamente marcou um gol e terminou o jogo como o destaque do time, na melhor atuação do Santos no Campeonato Brasileiro.

Contra o Botafogo, na próxima quarta-feira, as 19h30min, o jovem atacante santista terá mais uma oportunidade de mostrar que seu bom futebol voltou para ficar.

É a base salvando o Santos mais uma vez...